Governo vai dar R$ 37.000 de incentivo para compradores de carros elétricos para melhorar demanda na Alemanha

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Em uma tentativa de reverter a queda nas vendas de veículos elétricos e proteger sua indústria automotiva, a Alemanha anunciou um novo programa de subsídios no valor de R$ 18,7 bilhões.

Com previsão de durar até 2029, a iniciativa deve beneficiar cerca de 800 mil veículos, segundo o ministro do Meio Ambiente, Carsten Schneider.

Os valores dos incentivos vão de R$ 9,3 mil a R$ 37,4 mil por carro, variando conforme a renda e o tamanho da família beneficiada.

A proposta é voltada especialmente para famílias de baixa e média renda, mirando um público que até então ficava de fora do mercado de EVs.

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Montadoras como Volkswagen e Stellantis devem ser diretamente favorecidas, já que ambas preparam novos modelos acessíveis com preços na casa dos R$ 156 mil.

Exemplos dessa nova leva incluem o Renault R5 E-Tech e o compacto ID. Polo, da própria Volkswagen.

Ambos fazem parte de uma resposta estratégica ao avanço das marcas chinesas, que têm invadido o mercado europeu com elétricos mais baratos.

Fabricantes como BYD, que lideram esse movimento, agora enfrentam restrições em mercados como Reino Unido e França.

Esses países já adotaram exigências ambientais mais rígidas, excluindo EVs chineses com produção altamente poluente.

Na Alemanha, ainda não está claro se haverá critérios de exclusão semelhantes, mas a medida já acendeu alertas no comércio internacional.

As inscrições para o novo programa alemão poderão ser feitas retroativamente a partir de 1º de janeiro de 2026.

Um portal online para processar os pedidos será lançado em maio, segundo o jornal Bild.

Além disso, o governo prorrogou a isenção de imposto veicular para EVs até 31 de dezembro de 2035.

A renúncia fiscal deve custar cerca de R$ 3,7 bilhões aos cofres públicos até o fim da década.

A decisão ocorre após um 2024 conturbado, quando as vendas de elétricos caíram 27% após o corte de subsídios promovido pelo governo anterior.

Desde então, o mercado mostrou sinais de recuperação, mas o episódio revelou o quanto a demanda por EVs ainda depende de incentivos diretos.

A coalizão liderada pelo chanceler Friedrich Merz busca agora recuperar o terreno perdido e garantir a sobrevivência da indústria automotiva alemã.

Merz foi uma das principais vozes contra a proposta da União Europeia de banir os motores a combustão, defendendo uma transição mais flexível.

O novo pacote de ajuda também é visto como um movimento político para reafirmar a soberania industrial da Alemanha diante da pressão asiática.

A expectativa é que, com os incentivos renovados, as montadoras locais consigam ampliar sua competitividade e manter empregos no setor.

Resta saber se o consumidor europeu, cada vez mais sensível ao preço, será convencido a optar por modelos feitos dentro do continente.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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