
A transição elétrica da Porsche deu um passo histórico em 2025: pela primeira vez, a marca vendeu mais carros eletrificados do que a combustão na Europa.
Quase 58% dos modelos entregues no continente foram elétricos puros ou híbridos plug-in, consolidando uma virada que parecia distante poucos anos atrás.
Entre os modelos Panamera e Cayenne, as versões híbridas já representam a maioria absoluta das entregas.
A cada três carros vendidos pela marca na Europa, um é 100% elétrico — um marco para uma fabricante tradicionalmente associada a motores a combustão.
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Mesmo assim, o cenário global da Porsche em 2025 foi de retração.

As vendas caíram mais de 10% em relação ao ano anterior, passando de 310.718 para 279.449 unidades.
A maior queda proporcional veio da China, com um tombo de 26%, refletindo a menor procura por produtos premium e exclusivos no país.
Na Alemanha, as entregas também recuaram, com uma redução de 16%, totalizando menos de 30 mil veículos.
Já na América do Norte, principal mercado da marca, as vendas ficaram praticamente estáveis, com leve queda de 0,3%, mesmo com limitações na oferta de versões a combustão do Macan e do 718.
Nos chamados “mercados emergentes”, a Porsche também registrou retração discreta de 1%.

Confira abaixo o desempenho global da marca em 2025:
| Região | Vendas 2024 | Vendas 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Mundial | 310.718 | 279.449 | -10% |
| Alemanha | 35.858 | 29.968 | -16% |
| América do Norte | 86.541 | 86.229 | -0,3% |
| China | 56.887 | 41.938 | -26% |
| Europa (excluindo Alemanha) | 75.899 | 66.340 | -13% |
| Mercados emergentes e outros | 55.533 | 54.974 | -1% |
A Porsche atribui a queda à escassez na oferta de modelos com motor a combustão, especialmente do 718 e do Macan.
Também pesa a estratégia deliberada de priorizar valor sobre volume, controlando a produção para preservar margem e exclusividade.
Matthias Becker, membro do conselho executivo da Porsche AG, afirma que a marca já esperava o recuo e que os lançamentos, como o Cayenne Elétrico, vêm recebendo respostas positivas.
Enquanto Europa e Ásia avançam rumo à eletrificação, os Estados Unidos seguem como exceção.
A marca não divulga a divisão entre modelos elétricos e a combustão em território norte-americano, onde o fim dos incentivos fiscais e a flexibilização de metas ambientais reduziram o apelo dos EVs.
Segundo analistas, o mercado norte-americano continua sendo um bastião dos modelos a gasolina da Porsche, com maior lucratividade e pouca pressão regulatória.
Para 2026, a empresa já prepara uma nova fase: o fim da produção dos 718 e Macan a combustão.
A partir daí, a eletrificação ganhará ainda mais peso na linha da marca, reforçando o foco na rentabilidade em vez de crescimento em volume.
Mesmo com a queda nas vendas, a Porsche parece confortável em sua estratégia — e aposta que, no futuro próximo, luxo e eletrificação serão inseparáveis.
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