
Quem nunca teve inúmeras dores de cabeça com funileiro/mecânico? Aquele tipo de profissional que faz mil promessas e só enrola para entregar o serviço? Aparentemente, o problema não acontece só aqui no Brasil, não.
Quando um restauro prometido em meses vira uma novela de anos, o carro deixa de ser só metal e vira prova de um conflito que pode acabar em condenação.
Foi isso que aconteceu com Kevin Bickley, que entregou seu Ford Mustang Mach 1 1969 para um trabalho de seis meses e recebeu o veículo de volta cinco anos depois, segundo a WATE.
O Mustang foi deixado em outubro de 2020 na Miller’s Performance and Restoration, em Sevierville, Tennessee, com prazo para terminar antes da Páscoa de 2021.
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O pacote incluía câmbio novo, rodas novas, interior personalizado com volante novo e pintura Grabber Orange, e Bickley pagou um total de US$ 24,312 (R$ 127.400).

Em vez de evolução, o carro teria ficado parado por anos, e a frustração cresceu até virar uma sequência de visitas ao endereço da oficina ao longo de 2023.
Nessas idas, Bickley afirma que tentou “empurrar o processo” e chegou a ajudar a trabalhar no carro por conta própria, mas diz que nada avançava.
Com advogados envolvidos, vieram promessas de conclusão, porém o projeto não foi finalizado, e a saída escolhida foi acionar a Justiça para reaver o Mustang.
Bickley venceu a ação para receber o carro de volta, mas relata que o estado do Mach 1 ficou pior do que quando ele o deixou no local.
Em declaração citada pela WATE, ele afirma que o carro foi “estripado” e que itens importantes não retornaram com o veículo entregue por ordem judicial.
Segundo Bickley, a oficina teria ficado com as portas, o capô, retirado o eixo traseiro e desmontado a suspensão dianteira, e ele diz não saber onde essas peças estão.
Corey Miller, proprietário da Miller’s Performance and Restoration, contestou a narrativa e disse que estava no meio de um restauro longo, com danos adicionais descobertos no veículo.
Miller também alegou que havia peças que deveriam ser pagas por Kevin Bickley e que não foram quitadas, e afirmou que ele teria sido avisado em 2023 para buscar o carro.
Na mesma fala, Miller disse que o Mustang permaneceu em sua posse e que “deveria ter sido” dele, defendendo que um mechanic’s lien deveria ter sido aplicado.
O caso não é isolado, porque um segundo cliente, Jeff Ratliff, relatou problema semelhante com uma 1956 Ford F-100 deixada para um restomod na mesma oficina.
Ratliff diz ter pago cerca de US$ 25,000 (R$ 131.000), mas que o único serviço feito foi desmontar a caminhonete, e ele entrou com ação dez meses depois para reavê-la.
No processo, Ratliff também buscou reembolso de US$ 10,000 (R$ 52.400) por um motor Coyote destinado à F-100 que, segundo ele, nunca foi comprado.
Em outubro de 2023, um grand jury indiciou Miller por cinco acusações de controlar, de forma ilegal e consciente, propriedade pessoal, citando carros de três pessoas diferentes.
O julgamento ainda não ocorreu, estando atualmente agendado para abril de 2026.
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