
Tem gente que combate o tédio com séries ou academia, mas um pai britânico decidiu transformar o estacionamento do supermercado em um projeto de vida metódico.
Depois de passar seis anos registrando cada vaga de um Sainsbury’s em Bromley, no sudeste de Londres, Gareth Wild concluiu a primeira missão em 2021.
Ao se mudar para Devizes, em Wiltshire, em 2024, o profissional de marketing de 44 anos resolveu recomeçar do zero, como se a nova cidade exigisse um novo “mapa”.
Desta vez, ele mirou o estacionamento local e traçou uma planta usando imagem de satélite, numerando 108 espaços e excluindo apenas vagas de deficientes e de motocicletas.
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A regra era simples e implacável: só valia marcar uma vaga quando o carro realmente parasse ali, sempre durante as compras semanais e algumas idas rápidas de reposição.

O fim da saga chegou no último fim de semana, depois de exatamente um ano, sete meses e dois dias, quando ele finalmente completou o último espaço faltante.
Para não perder nada, Gareth criou um gráfico próprio e ainda classificou cada vaga por “desejabilidade”, como se fosse um ranking de disputas urbanas.
Na tabela, ele separou tudo em “God Tier”, “Useful” e “Avoid”, e colocou no topo as vagas A1 e A2, coladas na entrada do mercado.
Com dois filhos de seis e nove anos, ele admite que provavelmente estava vivendo o último ano “defensável” para usar as vagas familiares sem levantar sobrancelhas.
A obsessão pela precisão foi além do desenho: ele guardou todos os recibos e anotou os horários exatos, dizendo que o foco agora era o detalhe.

O estacionamento custava 70p por hora (cerca de R$ 5) ou £1 aos domingos [aproximadamente R$ 7], e o total pago para cumprir o ritual chegou a £89.20 (R$ 630).
Ele também somou quanto gastou em compras durante o período e chegou a £9567.26 (R$ 68.000), como se o orçamento fosse parte do placar.
Comparando com a primeira experiência, que envolveu 211 vagas, Gareth diz que agora foi mais fácil por ter priorizado logo no começo os espaços mais disputados.
Mesmo chamando o próprio desafio de “sem graça”, ele afirma que a reação online foi quase toda positiva, com gente dizendo que pretende copiar a ideia.
Ele conta que até ofereceram “ajuda” com carona de moto e até com um crachá de acessibilidade, mas ele recusou para não ocupar vagas destinadas a quem precisa.
Sem o objetivo semanal, Gareth diz que dá até uma sensação estranha de vazio, e o próximo alvo já está na mira: um Morrisons local com mais de 400 vagas.
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