
Assinaturas mensais já invadiram de streaming a monitoramento financeiro, e agora a briga chegou ao lugar mais improvável: o botão de abrir a garagem no carro.
Depois de a BMW ser criticada por cobrar mensalidade por bancos aquecidos, um proprietário de Honda Passport relatou no Reddit uma mudança que pegou muita gente de surpresa.
O usuário u/jayhawkeye2 disse que o espelho retrovisor do seu Passport da geração atual não trouxe o Homelink, recurso que era comum em muitos Hondas recentes.
No lugar da solução simples, o abridor de garagem aparece dentro do pacote HondaLink, operando via aplicativo MyQ e exigindo conexão de internet para funcionar.
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Na prática, o sistema depende de Apple CarPlay ou Android Auto no Honda compatível e pode usar o Wi-Fi do carro para manter tudo conectado.
Só que o portão também precisa “entrar na internet”, porque o receptor MyQ tem de ser ligado ao Wi-Fi da casa por um dispositivo físico.
O resultado é uma cadeia de requisitos para algo que antes podia ser resolvido com um transmissor minúsculo no chaveiro ou um controle fixado ao para-sol.
A vantagem defendida por quem gosta do modelo conectado é poder checar o status do portão de quase qualquer lugar com sinal, evitando o clássico “esqueci aberto”.
Outra justificativa é que retirar o espelho com Homelink pode baratear o carro para quem não usaria a função, ainda que isso seja difícil de engolir.
O problema é o custo, porque a integração MyQ exige pelo menos uma assinatura de três anos por US$ 129 (R$ 670) ou de cinco anos por US$ 179 (R$ 930).
Nessa conta, o gasto mensal fica entre US$ 2,93 e US$ 3,58 (R$ 20), e ainda pode haver cobrança extra se o motorista precisar do pacote de conectividade da Honda.
Também existe a preocupação levantada por críticos sobre os dados que o usuário pode acabar fornecendo e o risco de isso influenciar preços de seguro.
Para quem quer o velho jeito de volta, a própria Honda vende um retrovisor acessório com Homelink por cerca de US$ 170 (R$ 910).
O caso ganhou atenção porque o Passport 2026 aparece em listas com preço-base de US$ 41.900 (R$ 217.000) e ficha de 289 cv e 36,2 kgfm.
No consumo, os números informados de 8,1 km/l na cidade, 10,6 km/l na estrada e 8,9 km/l no combinado viram mais um lembrete de que o carro já é “cheio de tecnologia”.
No fim, a recomendação mais pragmática para quem odeia mensalidade é voltar ao básico e comprar um controle tradicional por US$ 10 (R$ 50) na loja de ferragens.
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