
Esmagar carro é rotina na indústria, mas a história muda completamente quando os veículos destruídos são a principal prova de um processo que ainda está em andamento.
Foi esse o cenário que levou uma corte da Pensilvânia a determinar uma punição financeira contra a Hyundai Motor America por destruição de evidências em uma disputa com duas concessionárias.
A decisão veio do Court of Common Pleas do Condado de Montgomery, que ordenou o pagamento de US$ 9,8 milhões (R$ 51,4 milhões) em sanções.
Segundo o processo, o juiz concluiu que a Hyundai permitiu “conscientemente” que os carros fossem esmagados mesmo sabendo que estavam ligados a uma ação judicial ativa.
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A briga gira em torno do programa de recompra de veículos das concessionárias, no qual a montadora reembolsa unidades que se tornam inviáveis de vender por defeitos, danos ou situações específicas.
Nesse contexto, a Hyundai alegou que as duas concessionárias teriam danificado intencionalmente certos veículos para enquadrá-los no programa e obter o ressarcimento.
As lojas negaram as acusações e levaram a discussão à justiça, contestando as alegações e pedindo que as circunstâncias dos danos fossem analisadas com rigor.
O ponto de virada foi a alegação das concessionárias de que a Hyundai destruiu justamente os veículos que estavam no centro do litígio antes que especialistas independentes pudessem inspecioná-los.
Sem acesso físico aos carros, os concessionários argumentaram que ficaram impedidos de avaliar as acusações da Hyundai e de produzir uma análise própria sobre o tipo e a origem dos danos.
O juiz concordou com essa leitura e enquadrou a conduta como “spoliation”, termo usado para a destruição ou falha em preservar evidências relevantes para um caso.
Na visão do juiz, ao eliminar os veículos, a Hyundai bloqueou a coleta de provas pelas concessionárias, desequilibrando a disputa e prejudicando o devido processo.
Por isso, a sanção foi fixada em US$ 9,8 milhões (R$ 51,4 milhões), um valor que funciona como punição e também como resposta à gravidade do impacto no caso.
Apesar do baque financeiro, a ação principal não foi encerrada, e o processo segue tramitando.
A Hyundai ainda pode tentar recorrer da sanção, mas terá de continuar sustentando suas acusações sem as evidências materiais que, segundo o juiz, ela própria deixou desaparecer.
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