
Na guerra dos SUVs elétricos médios, a Hyundai decidiu cruzar fronteiras com uma estratégia curiosa: usar um EV criado sob medida para a China como carta na manga no exterior.
O modelo em questão é o Elexio, primeiro elétrico dedicado da marca para o mercado chinês, produzido em parceria com a BAIC na joint venture Beijing-Hyundai.
Seguindo a receita da Kia com o EV5, a Hyundai agora exporta o Elexio para a Austrália, um dos campos de batalha mais quentes entre Tesla, BYD e marcas chinesas emergentes.
Por lá, o Elexio estreia inicialmente na versão Elite, com preço de lançamento em torno de R$ 202 mil já com taxas locais incluídas, em oferta considerada “introdutória”.
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A própria Hyundai já avisou que, depois de 1º de abril, os custos de rodagem vão subir, com acréscimo estimado entre aproximadamente R$ 20 mil e R$ 31 mil em relação ao valor atual.

Para não ficar apenas na faixa mais alta, a marca prepara uma configuração padrão mais em conta para o segundo trimestre, partindo de algo próximo de R$ 199 mil sem as despesas de rodagem.
Mesmo assim, essa nova versão ficará levemente acima do Tesla Model Y de entrada na Austrália, que custa por volta de R$ 198,5 mil antes dos mesmos encargos.
Debaixo da carroceria, tanto o Elexio padrão quanto o Elite usam uma variação de 400V da plataforma E-GMP, com motor elétrico dianteiro de 160 kW, o equivalente a cerca de 218 cv.
A alimentação fica por conta de uma bateria LFP de 88,1 kWh, que garante autonomia WLTP de até 562 km, número que cai para 546 km na versão Elite mais equipada.

Com suporte a carregamento rápido em corrente contínua de até 150 kW, potência próxima a 204 cv, o SUV elétrico consegue ir de 10% a 80% de carga em cerca de 38 minutos.
Na comparação direta, o Tesla Model Y básico com tração traseira e pacote Premium oferece alcance WLTP de até 466 km, ficando claramente atrás do Elexio em autonomia declarada.
Parte do charme do modelo está no interior de inspiração chinesa, bem diferente dos Hyundai tradicionais, com um enorme display de 27 polegadas se estendendo pelo painel.
Um segundo quadro de instrumentos menor fica à frente do motorista, enquanto o acabamento e a ergonomia lembram mais os EVs projetados em Xangai e Shenzhen do que em Seul.

Na versão Elite, o pacote inclui ainda volante aquecido, bancos dianteiros com aquecimento e ventilação, carregadores de celular sem fio e tampa do porta-malas com acionamento elétrico.
O cenário em que o Elexio entra não é simples: em janeiro, o BYD Sealion 7 foi o EV mais vendido da Austrália, com o Tesla Model Y apenas em sexto e o Kia EV5 em sétimo.
Resta saber se um SUV elétrico médio “made in China” com emblema Hyundai, autonomia generosa e preço colado no Model Y conseguirá se destacar em um mercado já lotado de opções parecidas.
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