
Mesmo com a onda de picapes compactas ganhando força no mercado, a Hyundai parece não ter encontrado a fórmula certa com a Santa Cruz.
Enquanto a Ford Maverick comemora números expressivos, a coreana amarga queda nas vendas e estoque parado nas concessionárias.
Em 2025, a Ford vendeu mais de 155 mil unidades da Maverick só nos Estados Unidos.
No mesmo período, a Santa Cruz teve apenas 25.499 emplacamentos — uma diferença brutal de quase seis para um.
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Segundo fontes da indústria, a Hyundai está acelerando os planos para encerrar a produção da Santa Cruz antes do prazo originalmente previsto para 2027.

A empresa já comunicou fornecedores sobre o corte pela metade na fabricação do modelo.
No fim de 2025, havia uma oferta acumulada de cinco meses de estoque da picape nos pátios.
Apesar disso, a Hyundai não confirma oficialmente o fim do modelo, limitando-se a dizer que o planejamento de longo prazo depende de diversos fatores, como demanda e tendências de mercado.
A Santa Cruz compartilha plataforma com o SUV Tucson, o carro mais vendido da marca no ano passado, com 234.230 unidades comercializadas e alta de 14% nas vendas.
Com o fim da picape, a fábrica no Alabama poderia priorizar ainda mais a produção do SUV.

Lançada com a proposta de ser uma “sport activity vehicle”, a Santa Cruz nunca se firmou como uma picape de verdade aos olhos do consumidor americano.
Embora seja competente e confortável, seu visual lembra mais um crossover com caçamba do que um utilitário robusto.
Enquanto isso, a Ford caprichou em tornar a Maverick mais parecida com suas irmãs maiores, mantendo o apelo visual e o posicionamento “raiz” mesmo em um produto derivado de SUV.
Outro problema é o preço.
Embora a versão básica da Santa Cruz parta de R$ 184.500 (US$ 29.750), a opção mais potente, com motor 2.5 turbo de 281 cv e 43 kgfm, chega a custar R$ 255.300 (US$ 41.350) na versão XRT — praticamente o mesmo valor de picapes médias como a Toyota Tacoma.

Além disso, o consumo urbano de 7,7 km/l da versão topo de linha pesa negativamente, tirando dela a vantagem da economia que se espera de uma picape menor.
A Hyundai parece ter entendido a mensagem do mercado. Nos bastidores, a marca já trabalha em um substituto com estrutura de carroceria sobre chassi, prometido para até 2029.
Esse novo projeto poderá originar também um SUV mais parrudo, voltado a disputar espaço com o Toyota 4Runner.
Com isso, a Santa Cruz deve terminar sua trajetória como uma experiência ousada, porém mal posicionada, num segmento que exige mais do que apenas estilo e conforto para conquistar o consumidor.
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