Hyundai traz a estética Cyberpunk para dentro do carro e mostra por que as montadoras estão desistindo do “iPad colado no painel”

hyundai boulder concept (1)
hyundai boulder concept (1)

Antes de virar conversa sobre carroceria, pneus e postura off-road, um conceito novo às vezes entrega sua mensagem mais forte no lugar onde a gente realmente passa tempo: o cockpit.

Foi exatamente essa a impressão causada em Nova York, onde a Hyundai revelou um SUV conceito pensado para apontar o rumo de futuros modelos com chassi separado, feitos e desenhados para os EUA.

O nome do estudo é Boulder, e por fora ele pode até lembrar misturas e referências alheias, mas é por dentro que a proposta parece realmente querer abrir uma porta.

A cabine do Boulder é uma evolução um pouco mais “macia” do interior do conceito Crater do outono passado, mantendo a sensação de laboratório, só que com cara de carro.

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No centro da ideia está um trilho de “Bring Your Own Device”, que parece permitir encaixar e mover módulos de mostradores e telas, como se o painel fosse configurável.

hyundai boulder concept (2)
hyundai boulder concept (2)

A base do painel vira um cilindro com medidores verticais grandes e comandos rotativos enormes, bem robustos, numa estética que flerta com videogame distópico sem cair no minimalismo estéril.

A diferença é que o Boulder troca o excesso de metal aparente por materiais que parecem plausíveis, com têxteis e acolchoamento, algo que dá sensação de produção.

No painel, surgem comandos para travas de diferencial, modos de tração 4×4, algo que parece ler “X TREK” e, possivelmente, controle dinâmico de estabilidade.

Entre esses comandos há uma bússola, e ao lado de cada mostrador vertical aparece uma coroa em formato de engrenagem, reforçando o lado mecânico e tátil do conjunto.

Curiosamente, o Boulder não traz aquela fileira de teclas de clima que muitos Hyundai e Kia atuais usam, e isso deixa a parte inferior mais “limpa” do que o esperado.

hyundai boulder concept (3)
hyundai boulder concept (3)

O ponto mais interessante, porém, é a recusa em colocar um telão gigante no centro, trocando-o por telas menores e modulares que poderiam ser adicionadas, removidas ou rearranjadas.

Essa lógica dialoga com uma ideia antiga do jornalista Peter Holderith, de dividir recursos em painéis localizados por função, em vez de empilhar tudo num “megascreen” confuso.

O texto de referência cita até o exemplo do Lucid Air, com um painel dedicado a travas e luzes à esquerda do quadro de instrumentos, como uma solução simples e direta.

No Boulder, as telas exibem mídia, inclinômetro, mapa e a atividade do sistema 4WD, sugerindo um painel que prioriza informação contextual e não um menu infinito.

Há também um heads-up display bem leve ao longo do para-brisa, bonito de ver, embora a legibilidade real só pudesse ser julgada fora do vídeo e das renderizações.

No fim, Boulder e Crater apontam para um futurismo mais humano, em que tecnologia e tato tentam coexistir, sem telões enormes e sem botões capacitivos irritantes.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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