
Um dos mais duros testes com o Leapmotor B10 foi realizado no Reino Unido e deixou claro: para alguns especialistas, o SUV chinês é visto como um dos piores carros à venda atualmente.
A afirmação vem do jornalista britânico do jornal The Telegraph, que iniciou seu review citando colegas que colocaram o modelo entre os 10 piores do mercado.
Segundo ele, a expectativa era de um teste divertido — o tipo de diversão que só um carro problemático pode proporcionar.
Será que foi uma avaliação imparcial, ou apenas uma maneira de rebaixar os produtos chineses?
Veja também
O B10 é fruto da parceria entre a chinesa Leapmotor e a Stellantis, dona de marcas como Fiat, Peugeot e Jeep.

A união gerou uma nova empresa para vender os carros fora da China, com a Stellantis controlando a operação internacional.
O SUV testado possui bateria de 67,1 kWh, autonomia declarada de 434 km e preço inicial de £29.995 (cerca de R$ 185 mil).
No uso real, a autonomia foi de 389 km, e o desempenho básico: 0 a 100 km/h em 8 segundos e velocidade máxima de 171 km/h.
O problema não é a ficha técnica — mas sim o que acontece quando o carro começa a rodar.
O jornalista criticou severamente a dirigibilidade do modelo, descrevendo a suspensão como “gelatina sobre rodas”.

A carroceria rola nas curvas, a direção é imprevisível e sensível demais, e os freios são esponjosos e sem precisão.
Os pneus de baixa qualidade contribuíram para a sensação de insegurança, com pouca aderência e muito ruído.
Mesmo em modo conforto, o comportamento do B10 foi descrito como instável e cansativo, mesmo em velocidades moderadas.
Outro alvo de críticas foi o sistema de assistência de faixa, considerado agressivo e difícil de desativar por completo.
Mesmo com a função desligada, o carro continuava tentando intervir na direção — algo que o jornalista classificou como “irritante e perigoso”.

O monitor de atenção ao motorista também foi alvo de queixas, interferindo constantemente se o condutor desviava o olhar, inclusive para mexer na tela.
E por falar em tela: o painel de instrumentos era pequeno, mal posicionado e — no exemplar testado — estava torto.
O interior, descrito como genérico e pouco refinado, apresenta comandos básicos como ajuste dos espelhos dentro do sistema da central multimídia.
Os bancos têm conforto apenas razoável e a ergonomia foi criticada como confusa.
Ainda assim, o B10 oferece bons espaços para pernas e cabeça, e o porta-malas tem capacidade razoável de 430 litros com os bancos levantados.
Mesmo com esses pontos positivos, o veredito foi implacável.
O jornalista reconheceu que o B10 pode atender motoristas que priorizam preço e não se importam com prazer ao dirigir — mas isso não basta.
Em um mercado com dezenas de SUVs elétricos concorrentes, o modelo chinês supostamente decepciona nos quesitos mais básicos.
📨 Receba um email com as principais Notícias Automotivas do diaReceber emails
📲 Receba as notícias do Notícias Automotivas em tempo real!Entre agora em nossos canais e não perca nenhuma novidade:
Canal do WhatsAppCanal do Telegram
Siga nosso site no Google Notícias










