
Em vez de apostar em mais uma moto elétrica parecida com todas as outras, a Kawasaki decidiu seguir um caminho bem mais estranho e radical no mundo da micromobilidade.
A marca japonesa está desenvolvendo o CORLEO, um veículo pessoal off-road de quatro patas que mistura cavalo robótico com espírito de ATV de aventura e promessa de uso real.
O projeto foi assumido oficialmente pela Kawasaki Heavy Industries, que criou até uma equipe dedicada, chamada “SAFE ADVENTURE”, ligada diretamente ao presidente da companhia.
Segundo a empresa, a ideia não é só fazer barulho em feira ou redes sociais, mas levar o conceito à comercialização e, de quebra, usá-lo em grandes eventos globais.
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O CORLEO já apareceu no Expo 2025 Osaka como conceito e gerou cerca de 1,2 bilhão de impressões nas redes, impulsionado por vídeos em CGI considerados bem questionáveis.

Agora, a ambição é utilizar o cavalo robótico como veículo de mobilidade interna no Expo 2030, em Riade, transformando a máquina em vitrine tecnológica da Kawasaki.
Na prática, o CORLEO é uma plataforma quadrúpede que combina o know-how de robótica industrial da marca com a experiência recente em motos e sistemas elétricos de propulsão.
As patas traseiras usam um conjunto com braço oscilante derivado de suspensões de motocicleta, permitindo movimentos verticais independentes para absorver impactos em terrenos irregulares.
O controle do “bicho” é feito principalmente pelo deslocamento do peso do corpo do piloto, lembrando a equitação tradicional, mas com sistemas eletrônicos ajudando na estabilidade.
Diferente de uma moto elétrica off-road ou de uma e-MTB, o CORLEO não usa rodas, foi pensado para encarar montanhas e áreas próximas à água com patas articuladas.
Outro ponto fora da curva é o sistema de energia, já que o veículo não leva um pacote de baterias convencional, mas utiliza hidrogênio para gerar eletricidade para a propulsão.
Enquanto o protótipo físico completo não fica pronto, a Kawasaki está desenvolvendo um simulador de pilotagem baseado em dados reais de movimento coletados em testes internos.
A empresa planeja levar esse modelo digital para games e e-sports já a partir de 2027, preparando o terreno para a apresentação mundial do protótipo funcional em 2030.
Nas redes, as reações vão do entusiasmo ao sarcasmo, com comentários sugerindo até “garras” em vez de cascos, citando o risco de escorregões em descidas íngremes.
Apesar das piadas, poucas empresas têm na mesma estrutura divisões fortes de robótica e motocicletas, o que torna a Kawasaki uma das raras candidatas a transformar essa ideia em produto.
É improvável que e-bikes e motos sejam substituídas por cavalos robóticos até 2030, mas a marca insiste que o CORLEO é mais que um conceito chamativo para fotos de salão.
Num cenário dominado por promessas de robôs humanoides, a Kawasaki escolhe uma rota diferente, mirando um robô que não tenta imitar humanos, e sim reinventar o jeito de se deslocar fora do asfalto.
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