
A LG Energy Solution voltou ao centro das atenções ao divulgar números preliminares do primeiro trimestre que ficaram abaixo do esperado, em meio ao enfraquecimento do suporte a EVs em mercados-chave como os EUA.
A maior fabricante de baterias da Coreia do Sul reportou prejuízo operacional de 207,8 bilhões de won (R$ 707 milhões) nos três meses encerrados em 31 de março, segundo um documento regulatório publicado na terça-feira.
O resultado veio pior do que a projeção de analistas, que apontavam prejuízo operacional de 140,5 bilhões de won (R$ 478 milhões) no período.
A empresa afirmou que, excluindo créditos fiscais dos EUA para manufatura avançada, o prejuízo teria chegado a 397,5 bilhões de won (R$ 1,4 bilhão).
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A receita caiu 2,5% e somou 6,6 trilhões de won (R$ 22,4 bilhões), com a divulgação dos números finais prevista para mais adiante neste mês.
As ações da LG Energy fecharam em baixa de 1% em Seul na terça-feira, antes do relatório, embora tenham acumulado alta de quase 14% no último mês.
A recuperação do papel veio após um 2025 volátil, impulsionado pela busca de investidores por armazenamento de energia em grande escala, em um cenário de crise energética associada ao Oriente Médio.
Com a transição para EVs perdendo tração, o horizonte ficou mais nebuloso para fabricantes sul-coreanas que já lidam com tarifas nos EUA e competição intensa da China.
Nos Estados Unidos, o texto menciona o presidente Donald Trump e sua reversão de créditos fiscais para EVs e de padrões de economia de combustível da era Biden, aumentando a pressão sobre montadoras.
A General Motors alertou para US$ 6 bilhões (R$ 30,5 bilhões) em encargos ligados a cortes de produção, sinalizando o tamanho da reacomodação em curso.
A Ford anunciou US$ 19,5 bilhões (R$ 99,1 bilhões) em custos por uma reestruturação da estratégia de EVs e cancelou um acordo de baterias de 9,6 trilhões de won (R$ 32,6 bilhões) com a LG, além de outra parceria com a unidade de baterias da SK Innovation.
Na Europa, a alemã Freudenberg Battery Power Systems cancelou um acordo de 3,9 trilhões de won (R$ 13,3 bilhões) com a LG ao decidir sair do setor de baterias.
Com a demanda de EVs mais fraca, a LG Energy diz estar migrando capacidade para ESS, onde data centers impulsionados por IA surgem como nova fonte de receita.
A companhia afirma que está convertendo diversas linhas antes dedicadas a EVs para elevar a produção de células de ESS a pelo menos 60 GWh, ante 36 GWh, e mira ao menos 90 GWh em novos pedidos neste ano.
Para o analista Jin-soo Park, da Shinyoung Securities Co., o primeiro trimestre tende a ser o fundo do ciclo, com margens devendo melhorar de forma relevante apoiadas no boom de ESS.
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