
Um mês após a BYD revelar a Blade Battery 2.0 e sua tecnologia de recarga “megawatt”, a Lynk & Co, marca da Geely, anunciou desempenho ainda mais agressivo com a bateria 900V Energee Golden Brick.
Em dados de teste divulgados hoje, o Lynk & Co 10 teria ido de 10% a 70% de SOC em 4 minutos e 22 segundos, superando o resultado de 5 minutos atribuído à BYD no mesmo intervalo.
No recorte seguinte, o carro teria passado de 10% a 80% de SOC em 5 minutos e 32 segundos, além de chegar de 10% a 97% em 8 minutos e 42 segundos, contra 9 minutos reportados pela BYD.
O pico de potência de recarga registrado foi de 1.496 cv, e mesmo após alcançar 80% de SOC o sistema teria mantido mais de 680 cv durante o restante da sessão.
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O ponto crítico é que o teste foi feito usando os carregadores Zeekr V4 de recarga “megawatt”, e a empresa ainda não divulgou quando esses equipamentos serão espalhados em massa.
A Zeekr afirma que, até o fim de fevereiro de 2026, a rede própria da Geely já contava com 2.103 estações e 10.212 pontos de recarga, cobrindo 215 cidades no país.
Nesse total, foram citados 6.269 pontos em áreas de serviço de rodovias, 1.216 estações ultrarrápidas de 800V e 5.468 pontos de recarga ultrarrápida.
Do outro lado, a BYD instalou sua 5.000ª estação de recarga “megawatt” no começo deste mês e espera construir 20.000 estações até o fim do ano para sustentar a demanda em escala.
O carregador ultrarrápido da Zeekr, apresentado no ano passado, é descrito com potência de pico por conector de 1.768 cv e corrente máxima de 1300 A, usando refrigeração líquida total para lidar com calor.
A pergunta do editor é inevitável: se um modelo BYD com Blade Battery 2.0 for plugado em um carregador Zeekr, ou se o Lynk & Co 10 usar um carregador BYD, a velocidade seria a mesma?
Na prática, dificilmente, porque a taxa final é limitada pelo menor gargalo entre carro e carregador, incluindo arquitetura de 900V ou 800V, protocolos de comunicação, limites do BMS e a capacidade térmica do conjunto.
Mesmo com um carregador capaz de entregar números absurdos, se o veículo não aceitar aquela tensão, corrente e curva de recarga, ele vai “puxar” menos, e a sessão vira um teste de compatibilidade, não de recorde.
Por isso, esses resultados impressionam, mas o que realmente define o vencedor é a combinação entre bateria, software, pré-condicionamento e uma rede de recarga disponível fora do vídeo.
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