
Motoristas da região de Denver, nos Estados Unidos, foram surpreendidos por um problema incomum e caro após abastecerem seus carros normalmente.
Postos de redes conhecidas como Costco, King Soopers e Murphy Express receberam diesel no lugar da gasolina comum, sem saber da contaminação.
A falha aconteceu no terminal HF Sinclair, localizado no condado de Adams, que enviou combustível fora das especificações entre os dias 7 e 8 de janeiro.
A substância errada foi despejada nos tanques destinados à gasolina regular, misturando-se com o que ainda restava de combustível apropriado.
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A confusão causou pane imediata em diversos veículos, que começaram a falhar ou parar completamente logo após o abastecimento.
Em poucas horas, mais de 200 queixas foram registradas na Divisão de Petróleo e Segurança Pública do Colorado, que iniciou uma investigação.
O primeiro posto afetado foi identificado cerca de uma hora após os relatos iniciais, permitindo uma ação rápida de contenção.
Embora o órgão ainda não tenha divulgado oficialmente todos os locais contaminados, a imprensa local apontou pelo menos 17 postos afetados.
As unidades interromperam o fornecimento assim que foram notificadas, e muitas já concluíram o processo de descontaminação dos tanques.
No entanto, para os motoristas prejudicados, o dano já estava feito: carros a gasolina não toleram diesel, e os efeitos são quase imediatos.
Por ser mais espesso, o diesel começa a entupir componentes vitais como bomba de combustível, linhas e injetores desde a primeira ignição.
Segundo especialistas ouvidos pela CBS News, o reparo mais simples envolve a lavagem completa do tanque e do sistema de combustível, custando entre R$ 5.350 e R$ 8.000.
Se o problema avançar para o motor, o conserto pode exigir a substituição de peças ou até a reconstrução completa do conjunto, elevando drasticamente os custos.
A recomendação para os motoristas afetados é registrar a ocorrência junto ao posto onde abasteceram e também à autoridade estadual.
Pelo menos uma vítima entrevistada já recebeu um número de protocolo da rede King Soopers, que prometeu retorno em breve.
A definição sobre quem pagará pelos reparos ainda está em negociação entre a fornecedora HF Sinclair, os postos e as seguradoras.
Apesar da gravidade do erro, as autoridades indicaram que não devem aplicar multas, já que não houve intenção de prejudicar consumidores.
O coordenador estadual do programa de tanques de armazenamento, Zack Hope, afirmou que o foco está na prevenção de novos incidentes.
Casos como esse já ocorreram antes, embora não com essa dimensão, e levantam preocupações sobre a segurança no abastecimento.
A investigação da HF Sinclair deverá apontar a origem da falha e conduzir a mudanças nos protocolos de envio e verificação de combustível.
Enquanto isso, a recomendação é clara: caso o carro apresente falhas logo após abastecer, o motorista deve interromper o uso imediatamente.
O episódio evidencia a importância de sistemas mais rigorosos de controle e alerta nos terminais de distribuição e nos próprios postos.
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