Mais um susto com o “Full Self-Driving”: Carro da Tesla ignora passagem de nível, invade trilhos e quase vira reportagem de jornal

fsd passagem de nivel
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Quando tecnologia vira promessa eterna, cada novo vídeo vira um teste público de credibilidade, e o mais recente não é nada confortável para a Tesla.

O Electrek relatou outro caso em que um motorista atribuiu a responsabilidade ao “Full Self-Driving” após conduzir o carro para dentro de uma passagem de nível ativa.

No registro em vídeo, o veículo entra na via do cruzamento ferroviário, avança enquanto os braços começam a descer e atravessa as barreiras sem qualquer hesitação.

O impacto aconteceu a cerca de 37 km/h, e o detalhe é que esses braços não descem se não houver um trem se aproximando.

Por sorte, o condutor conseguiu tirar o carro dos trilhos antes da chegada do trem, evitando algo bem ruim.

A discussão central, porém, continua a mesma: o “Full Self-Driving” é um sistema de assistência nível 2 e exige atenção constante do motorista.

Ainda assim, a forma como a Tesla divulga o recurso e como Elon Musk fala de “autonomia” faz muita gente tratar o pacote como se fosse direção totalmente autônoma.

Há poucas semanas, a Tesla foi obrigada a abandonar o nome “Autopilot” no software mais básico para evitar novos problemas depois de a Califórnia considerá-lo enganoso.

E o episódio do trilho não é um raio em céu azul, porque já houve casos semelhantes antes, inclusive com consequências mais graves.

No ano passado, algo parecido aconteceu na Pensilvânia e o carro acabou sendo atingido de raspão por um trem que vinha no sentido oposto.

Em janeiro do ano passado, o cofundador da Tesla Jesse Lyu relatou que seu carro fez o mesmo em Santa Monica, levando-o a avançar um sinal vermelho para escapar.

O mesmo tipo de situação atingiu outro motorista na Califórnia em 2024, reforçando uma lista que já é longa demais para parecer coincidência.

Tantos episódios levaram os senadores Ed Markey e Richard Blumenthal a enviarem, em setembro do ano passado, uma carta à National Highway Traffic Safety Administration pedindo investigação.

O problema também não se limita a trilhos, já que o “Full Self-Driving” teria dificuldade em reconhecer corretamente ônibus escolares em situações críticas.

O Dawn Project, do crítico de longa data Dan O’Dowd, exibiu testes em que um Tesla não parou para ônibus escolar com placa e luzes acionadas e atingiu um boneco do tamanho de uma criança.

Depois de anos ignorando falhas desse tipo, fica mais fácil entender por que há relato de que os robotáxis em Austin batem a uma taxa quatro vezes maior que motoristas humanos.


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Escrito por

Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Sua rede social: Facebook

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