
A confiança nos carros elétricos de luxo levou um novo baque, e desta vez o alerta vem diretamente da Mercedes-Benz.
Proprietários de determinados SUVs elétricos da marca alemã foram instruídos a limitar a recarga da bateria a apenas 80%, devido ao risco real de incêndio.
O problema afeta uma leva de unidades do Mercedes EQB, fabricadas entre 2022 e 2023, equipadas com baterias consideradas menos robustas pela própria montadora.
Segundo a Mercedes, há possibilidade de curto-circuito nas células da bateria, o que pode levar a um incêndio — tecnicamente chamado de “evento térmico”.
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A recomendação vale para 169 veículos, entre eles 100 unidades do EQB 300 4Matic, 48 do EQB 350 4Matic e 21 do EQB 250, com tração dianteira e motor único.

Mesmo com o número relativamente pequeno de carros afetados neste chamado, o caso traz à tona um histórico incômodo: no início de 2025, a Mercedes já havia convocado mais de 7 mil SUVs elétricos nos EUA por riscos semelhantes.
Na ocasião, também foi orientado que os donos evitassem cargas superiores a 80% até que a atualização de software fosse instalada.
O novo recall repete a estratégia: nada de troca de baterias, apenas uma reprogramação nos sistemas do carro, que exigirá visita presencial a uma concessionária autorizada já no início de 2026.
A Mercedes afirma que os exemplares fabricados após esse lote inicial já utilizam baterias mais seguras, fora do escopo do problema atual.
O risco não se limita a uso intenso ou calor externo: há relatos de que os modelos EQB podem sofrer ignição espontânea mesmo estacionados, sem qualquer aviso no painel.

Esse cenário de insegurança se soma a outro ponto sensível: a autonomia.
No caso do EQB 350, homologado com apenas 366 km no ciclo EPA, a limitação da carga a 80% reduz o alcance máximo para cerca de 290 km.
Considerando uma margem de segurança para não zerar a bateria, a autonomia real pode cair para 240 km por recarga.
Ou seja: viagens mais longas passam a exigir paradas frequentes e planejamento cuidadoso, além de paciência para lidar com a espera nos eletropostos.
Para muitos consumidores, o que era para ser uma experiência de mobilidade moderna virou um motivo de preocupação — especialmente em um carro premium que ultrapassa os R$ 400 mil no mercado brasileiro.
O temor agora é que essa “síndrome da bateria fraca” se espalhe para outros modelos ou fabricantes, jogando mais lenha na fogueira do debate sobre a confiabilidade dos EVs.
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