México dá basta nos carros chineses com imposto brutal: tarifa de 50% mira importações recordes de EVs

O início de 2026 marcou uma guinada drástica na política comercial do México, com tarifas pesadas que prometem transformar o mercado automotivo — principalmente para os carros elétricos chineses.

Após ver as importações desses modelos dispararem mais de 2.300% em apenas um ano, o governo mexicano decidiu agir com mão pesada.

No mês passado, o país importou 19.344 veículos elétricos da China , consolidando-se como o principal destino desses carros fora da Ásia.

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Mas essa ascensão meteórica pode ter vida curta: a partir de agora, as tarifas de importação para modelos chineses podem chegar a até 50%.

A medida não se restringe apenas à China, mas afeta qualquer país sem acordo de livre comércio com o México — como Índia, Indonésia, Tailândia e Coreia do Sul.

Ainda assim, é evidente que o alvo principal é o gigante asiático, um dos maiores parceiros comerciais do país latino-americano.

No total, 1.463 categorias de produtos passam a ser taxadas, incluindo automóveis, peças, motos, roupas, aço, plásticos, móveis, papel, calçados e eletrodomésticos.

O imposto médio para esses itens será de 35%, mas no caso dos carros da China, o teto é significativamente mais alto.

Segundo o Ministério da Economia do México, a decisão tem como objetivo proteger cerca de 350 mil empregos em setores sensíveis da indústria nacional, como calçados, têxteis, aço e, claro, o automotivo.

A pasta também justificou a medida como uma forma de corrigir distorções no comércio e reduzir a dependência excessiva de importações.

Mesmo tentando adotar um tom diplomático, o governo já enfrenta críticas e reações duras por parte dos países afetados.

A China, em particular, foi rápida em condenar o novo pacote tarifário, classificando-o como uma prática “unilateral” e “protecionista”.

O Ministério do Comércio chinês declarou que os impostos “prejudicam substancialmente” as relações comerciais e instou o México a reverter o que chamou de “erro”.

Embora ainda não haja sinais concretos de retaliação por parte de Pequim, a tensão comercial entre os dois países tende a crescer.

A expectativa é de que a arrecadação com os novos tributos gere cerca de R$ 18 bilhões, fortalecendo os cofres públicos mexicanos no curto prazo.

Resta saber se o impacto sobre os preços, o acesso a veículos elétricos mais baratos e a relação com a China será um preço alto demais para pagar.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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