Mitsubishi sai da China por guerra de preços com marcas locais

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A guerra de preços praticada por marcas locais fez sua primeira baixa no mercado chinês, com a Mitsubishi arrumando as malas para voltar ao Japão após muitos anos de presença no país asiático.

Segundo o jornal japonês Nikkei, a montadora nipônica deixará o mercado chinês e sua parceira local, hoje a Guangzhou Automobile Group (GAC).

Com a popularidade dos carros elétricos de marcas chinesas, as vendas da Mitsubishi despencaram e não evoluíram, levando a empresa a desistir da China.

A joint venture GAC Mitsubishi Motors tem uma participação de 50% ​​da chinesa GAC, com a Mitsubishi Motors detendo 30% e a trading Mitsubishi Corp. com os 20% restantes.

A Mitsubishi vendeu 38.550 carros em 2022 na China e, considerando o tamanho daquele mercado, ficou pouco acima dos 22.604 veículos vendidos aqui no mesmo período.

Tal como no Brasil, a Mitsubishi só tem uma fábrica na China, na província de Hunan, que deverá manter sua produção de veículos sob alguma marca da GAC, porém, somente com carros elétricos.

No ano passado, a China consumiu 5,36 milhões de carros elétricos, alta de 20% num mercado de 23,5 milhões de veículos anuais.

Ainda que as japonesas sejam populares por lá, elas representaram 18,3% das vendas no ano passado, com queda de 2,8% em relação ao ano anterior.

Na China, a Mitsubishi chegou na década de 70, mas apenas enviando seus veículos para o país, então fechado para o mundo, fechando uma parceria com a Soueast de 2006 a 2021 e paralelamente a partir de 2012 com a GAC, com a qual chegou a vender 140 mil carros num ano.

A saída da Mitsubishi pode servir de alerta para outros fabricantes estrangeiros na China, em especial a Volkswagen, cuja liderança já está sendo contestada comercialmente por players como BYD e Geely.

A profusão de marcas de carros elétricos locais e a popularidade dos mesmos, pressiona as vendas das marcas tradicionais internacionais.

O mercado chinês mudou muito com os carros elétricos das marcas locais, que agora são consideradas ameaças em algumas regiões do mundo, como o mercado europeu e aqui suscitam conversas para deter esse avanço.

[Fonte: Nikkei ]

 

 

 

 

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Autor: Ricardo de Oliveira

Com experiência de 27 anos, há 16 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz testes e avaliações. Suas redes sociais: Instagram, Facebook, X