Montadoras estrangeiras poderão ser forçadas a sair da China dentro de uns 5 anos

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O cenário automotivo da China está virando de ponta-cabeça e deixando fabricantes estrangeiros em situação delicada.

Enquanto Europa e Estados Unidos veem o interesse por veículos elétricos esfriar, os consumidores chineses estão fazendo justamente o contrário.

Em 2025, as vendas de EVs e híbridos plug-in cresceram 18% na China, impulsionadas por uma combinação de incentivos e forte presença de marcas locais.

A rápida adaptação tecnológica dos fabricantes chineses se tornou um trunfo imbatível no maior mercado automotivo do mundo.

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Empresas como BYD, Geely e Changan estão em uma corrida de inovação, atualizando seus carros com recursos digitais a uma velocidade que os concorrentes estrangeiros não conseguem acompanhar.

toyota bz7 vazou china (2)
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Além de dominarem em hardware, essas montadoras integram perfeitamente seus veículos a super aplicativos locais como WeChat e AliPay, algo que pesa muito na decisão de compra do consumidor chinês.

Segundo especialistas, a maioria das marcas estrangeiras corre risco de ser praticamente excluída do mercado chinês até 2030.

Somente gigantes como Tesla, Toyota e Volkswagen devem manter algum espaço, mas terão que competir com propostas tecnológicas mais agressivas.

Mesmo com o crescimento nos EVs, o mercado de carros de passeio como um todo teve seu pior desempenho em três anos, subindo apenas 4% e atingindo 23,7 milhões de unidades em 2025.

Boa parte das vendas foi impulsionada por incentivos do governo, que ofereceu até R$ 15.600 para quem trocasse seu carro antigo por um modelo elétrico ou híbrido.

Cerca de 11,5 milhões de carros foram vendidos por meio desse programa, mas os números despencaram em dezembro com o fim do orçamento destinado às trocas em algumas regiões.

Em 2026, as autoridades de Pequim planejam cortar esses subsídios, o que pode esfriar ainda mais o mercado.

A disputa de preços entre marcas locais está tão acirrada que levou 70% das concessionárias ao prejuízo na primeira metade de 2025, segundo levantamento da associação chinesa de revendedores.

A pesquisa revela que 75% dos lojistas admitiram vender parte de seus veículos abaixo do custo para tentar manter o fluxo de vendas.

As consequências já começaram a aparecer: a Mitsubishi decidiu encerrar por completo suas operações na China, enquanto a JLR cortou drasticamente seu portfólio.

A Volkswagen também interrompeu a produção em sua fábrica de Nanjing, sinalizando um reposicionamento estratégico.

Nem mesmo a Tesla escapou da turbulência, com queda de 5% nas vendas e a perda do posto de líder global em EVs para a rival chinesa BYD.

Apesar das dificuldades, abandonar o mercado chinês está fora de cogitação para muitas montadoras.

A Toyota está construindo uma nova fábrica da Lexus voltada para EVs em Xangai, e a Volkswagen prepara uma linha de modelos exclusivos para o público chinês.

Já a GM aposta na eletrificação completa da sua gama, oferecendo versões elétricas ou híbridas plug-in para todos os seus modelos vendidos no país.

A batalha por relevância na China está longe de acabar, mas a vantagem agora parece toda do lado oriental.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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