Clássicos Cupês Esportivos Ford

Mustang GT: anos, detalhes, motor, equipamentos (e sua história)

O Mustang GT é uma versão do muscle car americano que é célebre, por ter surgido junto com o modelo em 1964.

Mustang GT: anos, detalhes, motor, equipamentos (e sua história)


O Mustang GT também é conhecido por ser a primeira versão oferecida oficialmente no mercado brasileiro, embora muitas unidades importadas de forma independente sejam dessa configuração.

Então, este artigo conta exatamente como é essa versão e sua história.

Vamos entrar a fundo no esportivo, nos acompanhe:

Mustang GT

Mustang GT: anos, detalhes, motor, equipamentos (e sua história)

Em 2014, a Ford lançou nos EUA o Mustang GT da sexta geração.

A versão chegou como topo de linha do pony car clássico e tinha ainda a opção GT Premium, que dava um algo a mais em termos de conteúdo ao pacote original. Além disso, a nomenclatura foi usada também pela Shelby em seus musculosos GT350 e GT500, celebrados desde tempos imemoriais.

O Mustang GT foi a versão que deu início à produção e vendas da sexta geração do muscle car da Ford.

Ela comemora assim os 50 anos do icônico esportivo com uma série limitada de aniversário com as cores Wimbledon White e Kona Blue, que foram as de estreia do produto em 1964, lembrando que naquela época, ele foi vendido como modelo 65.

Esse Mustang GT 50 Years Limited Edition trazia ainda uma série de diferenciais que marcaram o lote, que certamente custará muito mais que o preço original daqui há alguns anos.

O que chama atenção nesta versão limitada é o uso de cashmere costurado no volante, alavanca de câmbio, painel, portas, bancos e outras partes do interior.

Até os tapetes eram em carpete alcatifa e outras partes do acabamento estavam eram em camurça.

Havia também detalhes em preto nos assentos, bem como rodas de liga leve aro 19 polegadas de cinco raios e pneus de 255/40 R19 na frente e 275/40 R19 atrás.

Mustang GT: anos, detalhes, motor, equipamentos (e sua história)

O Mustang GT 50 Years teve duas unidades leiloadas e um conversível também foi arrematado para obter fundos ao National Multiple Sclerosis Society.

A versão de produção do esportivo da Ford teve regularmente adicionada também a versão EcoBoost, que trazia o motor 2.3 de quatro cilindros junto com o Coyote V8 5.0 Ti-VCT, que é o motor predominante no GT.

Em ambos, as rodas de liga leve aro 19 eram cromados, assim como o cavalo galopante na grade e o interior em estilo “Raven”. Com vendas a partir de setembro de 2014, o Mustang GT rapidamente começou a ser promovido dentro dos EUA.

Uma prova da NASCAR em novembro desse mesmo ano, teve a aparição de uma versão Pace Car.

O Mustang GT era e ainda é a versão mais importante do modelo nos EUA, pois é ela que centraliza o uso do motor V8, que é um tipo de propulsor icônico na cultura americana.

O motor V8 é um símbolo de poder e liberdade de uma nação desde as épocas em que dava status aos produtos de luxo até se popularizar em carros baratos para a classe trabalhadora.

Coyote, o V8 do Mustang GT

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Daí até mesmo aos que queriam um pouco mais de emoção, o que originou o chamado Pony Car.

Assim, o Mustang GT é obrigado à ostentar um motor como o Coyote 5.0 Ti-VCT.

Pertencente à família Modular, esse potente motor é relativamente novo para os padrões americanos no que se refere aos motores V8, tendo surgido em 1990 como um 4.6 litros.

O Modular V8 4.6 foi a base para o surgimento do Coyote, que acabou tendo 5.0 litros. O volume também é um resgate de uma cilindrada clássica dos anos 60 e que fez muito sucesso como as demais da época. Para a Ford, ele é “a última evolução do motor Modular”.

Equipado com cabeçotes de 4 válvulas por cilindro, o Coyote 5.0 Ti-VCT tem como principal característica ainda o uso de injeção indireta de combustível, assim como taxa de compressão de 11:1, que permite o poderoso V8 trabalhar suavemente com uma gasolina mais pobre, como é a de 87 octanas.

Além disso, o V8 do Mustang GT tem ainda comandos de válvulas com variação de ângulo de abertura e fechamento eletrônicos.

Essa alteração no regime de funcionamento do motor permite que o Mustang GT tenha os modos de condução:

Normal, Neve/molhado, Esportivo, Esportivo +, Pista, Drag e My Mode, que é uma personalização dos desejos do condutor em um pacote individual, que pode ser salvo.

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Além disso, o Mustang GT ainda tem o modo Line Lock, que bloqueia os discos dianteiros e faz o Coyote 5.0 girar as rodas traseiras em falso para um pré-aquecimento dos pneus, gerando a famosa fumaça branca do “burn out”.

Em 2018, a Ford fez mais uma alteração no motor do esportivo, que agora tem a taxa de compressão elevada para 12:1 e aumento do volume de 4.951 cm3 para 5.037 cm3, graças ao uso do placa de transferência de plasma entre cabeçote e bloco, o que fez o volume da câmara aumentar.

Chamado de Gen.3, esse Coyote 5.0 Ti-VCT atualizado ganhou ainda sistema de injeção direta de combustível de alta pressão, direto na câmara de combustível, além de um sistema de abertura e fechamento de válvulas atualizado.

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No Brasil, por exemplo, onde existe a adição de etanol, o Coyote 5.0 não precisa usar gasolina premium ou Podium para render totalmente, sendo algo que surpreendeu em seu lançamento por aqui. Isso significa um aproveitamento energético muito bom.

Assim, ele passou de 435 cavalos para 466 cavalos a 6.500 rpm, que são acompanhados de 57,5 kgfm a 4.800 rpm (56,5 kgfm a 4.600 rpm no Brasil).

Deve-se lembrar ainda que o sistema mantém a injeção indireta, localizada junto aos coletores de admissão, fora dos cabeçotes.

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Outra característica do Coyote é o uso de bloco de alumínio, assim como os cabeçotes, além de camisas de cilindro com sistema de pulverização de óleo para melhor lubrificação. Com tanta força, o V8 garante 80% do torque disponível a 2.000 rpm, permitindo assim respostas rápidas e conforto no dia a dia.

Mas o Mustang GT é ainda mais poderoso do que isso com o Coyote 5.0 Ti-VCT. A gestão eletrônica do propulsor é integrada diretamente ao câmbio automático.

Originalmente, a sexta geração chegou com o ZF alemão de seis marchas, que ficou conhecido como Ford 6R80, que foi lançado junto com o manual de seis marchas da Getrag, o Ford MT82.

Mas, o Mustang GT evoluiu muito na linha 2018, que felizmente foi a que chegou ao Brasil, trazendo consigo o novo câmbio 10R80, que é um desenvolvimento em conjunto entre Ford e General Motors, equipamento agora o rival do modelo, o Chevrolet Camaro SS 2019, além de outros produtos das duas empresas, sendo feito em Livonia (Ford) e Romulus (GM), ambas em Michigan, EUA.

Mustang GT: Performance

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Com esse novo câmbio, o Mustang GT ficou mais eficiente e dinâmico, conseguindo assim uma excelente performance, indo de 0 a 100 km/h em 4,3 segundos e com máxima limitada em 250 km/h.

Essa transmissão tem ainda conversor de torque e seu funcionamento está atrelado diretamente ao pacote eletrônico e adaptativo do modelo, embora possa ser acionado manualmente e tenha um modo Sport “nativo”.

Esse conjunto Coyote V8 5.0 Ti-VCT e 10R80, garante ao Mustang GT uma performance fenomenal e também alguma eficiência, embora seu consumo segundo o Inmetro seja de apenas 5,9 km/l na cidade e 8,9 km/l na estrada, sempre usando gasolina comum.

Obviamente, o consumo real vai variar de acordo com o perfil do condutor e seu estilo de direção.

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O Mustang GT tem ainda outras tecnologias que o tornam melhor ainda em termos de dirigibilidade, tal como a suspensão MagneRide, que possui amortecedores adaptativos de acionamento magnético.

Ela permite ao bólido mudar a calibração da suspensão de acordo com o modo de condução, ficando mais macia ou dura, bem como controlando melhor os movimentos da carroceria, tendo uma resposta 1.000 vezes por segundo mais rápida.

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Outra coisa que contribui para que o Mustang GT seja um carro esportivo ainda mais dinâmico é a suspensão traseira independente com braços triangulares na parte inferior e um braço superior, garantindo assim melhor equilíbrio em curvas e nas rápidas mudanças de direção.

O conjunto é usado pela primeira vez no produto nesta geração 6, pois sempre utilizou eixo rígido até então.

Para maximizar sua performance, o Mustang GT usa um sistema de escape com gerenciamento eletrônico e quatro modos de atuação, sendo que um deles é muito silencioso, para que não se faça barulho em excesso nos locais residenciais, como condomínios, por exemplo.

Trata-se de uma política de “boa vizinhança” que dá ao esportivo da Ford um status maior.

Pois assim ele pode rodar como um carro comum ou simplesmente liberar suas quatro bocas de escape cromadas para rugir forte sem qualquer impedimento, revelando o poder do V8 Coyote e a performance que só o Mustang GT pode oferecer pelo preço sugerido: R$ 299.900.

Mustang GT: Estilo

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O Mustang GT é um carro icônico e seu estilo atual muito tem do original dos anos 60.

Mantendo um estilo fastback e também conversível, o bólido da Ford materializa o que foi a era dos pony cars nos EUA, que eram pequenos carros muscle car com capô longo, duas portas e traseira curta.

Com essa base, o Mustang GT se apresenta com faróis de LED, grade esportiva com o famoso “Running Horse” cromado (símbolo do modelo), saídas de ar no capô, rodas de liga leve aro 19 polegadas pretas, lanternas triplas em LED (remetendo ao clássico dos anos 60), aerofólio bem destacado na traseira e quatro saídas de escape cromadas.

Mas não é apenas isso, o Mustang GT vem com retrovisores dotados de projetores de luz, que reproduzem no solo o cavalo galopante.

Com capô longo, portas grandes, teto baixo, o Ford mais esportivo que conhecemos tem ainda na traseira o logotipo GT devidamente ostentado, embora a tampa não seja aberta por ele, mas por um botão sob a placa no para-choque.

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Por dentro, o Mustang GT apresenta um interior completamente voltado para relembrar o clássico dos anos 60.

No painel, duas partes elevadas nas extremidades trazem de volta aquela aura dessa época de ouro para os carros esportivos americanos. Os três difusores de ar centrais, colocados no alto imitam os antigos, que eram posicionados perto do túnel.

Agora apresenta um cluster digital e configurável que tenta reproduzir o que foi no passado com grafismos analógicos. A instrumentação com sua tela de 12,3 polegadas tem diversas visualizações personalizadas que mantém o condutor sempre a par do que está acontecendo.

E tem mais, cronômetro, medidor de carga g, contador de voltas e todas as funcionalidades para que o motorista possa usar bem o Mustang GT em suas várias formas.

Afinal, ele não foi feito apenas para andar rápido.

Mustang GT: anos, detalhes, motor, equipamentos (e sua história)

O Ford Mustang GT vem ainda com volante multifuncional em couro, multimídia SYNC 3 com Google Android Auto e Apple Car Play, navegador GPS integrado, sistema de áudio Shaker Pro Audio de 390 watts com 12 alto-falantes e um subwoofer de 8 polegadas, comandos cromados para ajuste de direção e outros, bancos climatizados e aquecidos, revestimento em couro, entre outros.

Feito para dois, o Mustang GT quase não tem espaço para quem vai atrás, apesar dos dois assentos devidamente revestidos em couro e com cintos de três pontos.

O ambiente é muito focado na performance, por isso a posição de dirigir requer encosto bem inclinado. O esportivo tem ainda teto solar elétrico e luz ambiente personalizável.

Na segurança, o Mustang GT vem com controle de cruzeiro adaptativo, alerta de colisão, frenagem automática de emergência com detecção de pedestres, alerta de faixa e oito airbags, além de controles de tração e estabilidade, bem como assistente de partida em rampa e diferencial traseiro com deslizamento limitado eletrônico.

Mustang GT: anos, detalhes, motor, equipamentos (e sua história)

Com 4,788 m de comprimento, 1,915 m de largura, 1,379 m de altura e 2,720 m de entre-eixos, o Ford Mustang GT Premium (que é a versão definitiva para o mercado brasileiro) tem 383 litros no porta-malas e 60 litros no tanque, sendo oferecido somente com carroceria cupê (fastback). O modelo pesa 1.383 kg.

Apresentado no Jockey Club de São Paulo em dezembro de 2017, o Ford Mustang GT Premium foi revelado como um carro para poucos e foi incluído dentro de um plano exclusivo para clientes, que permite o convite para eventos fechados, pacotes de revisão diferenciados e um serviço de concierge único.

Custando menos que o Chevrolet Camaro SS (R$ 315.000), o Mustang GT rapidamente caiu nas graças do consumidor brasileiro, tendo vendido 855 exemplares de janeiro a setembro, devendo passar muito além das mil unidades até o fim do ano. Por ora, a Ford não pensa em trazer o conversível ao país.

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

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