
Os números mais recentes do mercado chinês de hatches EVs mostram um recado incômodo para a BYD: os consumidores parecem ter se cansado de seus compactos elétricos, diferente do que acontece no Brasil.
Após o fim da isenção de imposto sobre compra de veículos, janeiro de 2026 trouxe queda generalizada no segmento e reembaralhou o TOP 10 de hatches elétricos de entrada.
Dados de registros de seguro das últimas semanas indicam recuos de dois dígitos para os principais modelos, com apenas dois carros superando a barreira das 10 mil unidades.
Na parte de baixo da lista, o décimo colocado fechou o mês com 2.200 unidades, bem abaixo de dezembro, reforçando o impacto da mudança de política e da sazonalidade.
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Enquanto isso, o Geely Geome Xingyuan, que é o Geely EX2 do Brasil, se manteve disparado na liderança, com 29.007 unidades, mesmo com queda de 19% na comparação mensal e mercado claramente mais fraco.

O MG4, da SAIC, saltou para a segunda posição com 10.007 unidades, recuando cerca de 29% ante dezembro, mas ganhando relevância na disputa de hatches EVs compactos.
Com cerca de 4,4 metros, o MG4 atualizado já entrega versão com bateria de estado sólido, na faixa de 100.000 yuans, algo perto de R$ 72 mil, mirando um público mais tecnológico.
A Wuling ainda mostrou fôlego com o Hongguang Mini EV, que registrou 7.133 unidades e teve seu primeiro mês abaixo de 10 mil, além do Bingo S, com 6.077 carros.
É nesse cenário que os hatches da BYD perdem brilho: Dolphin e Seagull (nosso Dolphin Mini) ficaram apenas em quinto e sexto lugares, com 5.699 e 5.329 unidades, respectivamente.

Mesmo com ambos aparecendo em registros do MIIT com opção de LiDAR e promessa de assistência mais avançada em EVs abaixo de 100.000 yuans, cerca de R$ 72 mil, a reação do público foi morna.
Na faixa intermediária do ranking, o Arcfox T1 somou 4.239 unidades, enquanto a Firefly, marca ligada à Nio, garantiu o oitavo lugar com 2.737 carros e manteve trajetória de crescimento.
A Firefly já exporta a versão com volante à direita, e, no fim de 2025, clientes de fora da China já respondiam por aproximadamente 15% de seu volume total.
A Wuling ainda encaixou o Binguo em nono lugar, com 2.620 unidades, deixando claro que a preferência dos chineses pode estar migrando para outras propostas de hatches urbanos.

Fechando o grupo, o GAC Aion UT entrou em décimo com 2.200 unidades e preço inicial em torno de 69.800 yuans, o equivalente a cerca de R$ 50 mil, com 330 km de autonomia CLTC.
Boa parte desses hatches EVs de entrada se posiciona hoje entre 60.000 e 100.000 yuans, faixa que gira em torno de R$ 43 mil a R$ 72 mil no mercado chinês.
Ao mesmo tempo, tecnologias como LiDAR e baterias semi-sólidas começam a chegar aos modelos mais baratos, já em produção em escala, aumentando a pressão sobre projetos mais antigos, como os hatches da BYD.
Com a política de incentivos virando página e janeiro tradicionalmente mais fraco, os dados de fevereiro e março vão mostrar se a perda de relevância da BYD é conjuntural ou uma mudança mais profunda de preferência.
| Posição | Modelo | Vendas em janeiro |
|---|---|---|
| 1 | Geely Geome Xingyuan | 29.007 |
| 2 | MG4 | 10.007 |
| 3 | Wuling Hongguang Mini EV | 7.133 |
| 4 | Wuling Bingo S | 6.077 |
| 5 | BYD Dolphin | 5.699 |
| 6 | BYD Seagull | 5.329 |
| 7 | Arcfox T1 | 4.239 |
| 8 | Firefly | 2.737 |
| 9 | Wuling Binguo | 2.620 |
| 10 | AION UT | 2.200 |
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