Nova bateria Blade Battery 2.0 da BYD faz sua estreia no sedã de luxo Yangwang U7 com mais de 1.000 km de autonomia

byd yangwang u7 1
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Em um momento em que muitas montadoras revisam para baixo suas ambições em EVs, a BYD escolheu o caminho oposto e resolveu chocar pelo lado da autonomia.

O sedã de luxo Yangwang U7 será o primeiro modelo da marca a usar a nova Blade Battery 2.0, evolução do já famoso pacote de baterias em formato de “lâmina” da empresa chinesa.

Segundo a própria BYD, o conjunto entrega uma impressionante autonomia de 1.006 km em ciclo CLTC, equivalente a cerca de 625 milhas nas medições utilizadas no mercado chinês.

Na prática, trata-se de um salto considerável em relação à primeira geração da Blade, que já oferecia algo em torno de 600 km no mesmo padrão de ensaio.

A novidade chega em um momento estratégico: depois de ultrapassar a Tesla e assumir a liderança global em vendas de EVs, a marca viu o crescimento desacelerar na China diante da enxurrada de novos concorrentes locais.

byd yangwang u7 2
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Para recuperar o ritmo, a BYD prepara um pacote completo de inovações que inclui novas baterias, sistemas de recarga prometidos como “tão rápidos quanto” abastecer um tanque de gasolina e recursos avançados de condução inteligente.

Durante o evento “Disruptive Technology”, marcado para 5 de março, a marca deve detalhar tanto a Blade Battery 2.0 quanto outros projetos e modelos que serão lançados nos próximos meses.

De acordo com Zheng Yu, diretor de produto da Yangwang, a nova bateria garante ao U7 uma autonomia puramente elétrica de 1.006 km sob o protocolo CLTC, combinando alcance extremo com desempenho elevado.

Ele cita que o sistema trabalha com um pack de 150 kW (cerca de 204 cv) em uma arquitetura de alta voltagem, somado a um sistema de gerenciamento térmico aprimorado para lidar com cargas rápidas e uso intenso.

yangwang u7 1
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O conjunto elétrico foi projetado para alimentar quatro motores, entregando alto desempenho e, ao mesmo tempo, superar a marca simbólica dos 1.000 km em uma única carga.

Zheng Yu colocou a questão de forma provocativa ao perguntar por que o “triângulo impossível” de desempenho, autonomia e recarga rápida ainda é tratado como barreira técnica nos EVs atuais.

Na visão dele, o cerne do problema está nas limitações físicas das baterias tradicionais, algo que a nova Blade 2.0 teria sido pensada justamente para mitigar.

A ousadia da BYD não para no U7: a Denza, outra submarca de luxo do grupo, já havia declarado que o Z9 GT seria o veículo com a maior autonomia elétrica pura do mundo, com 1.036 km CLTC.

Em termos de comparação, estimativas indicam que os mais de 1.000 km no ciclo chinês equivaleriam a algo próximo de 900 km no padrão WLTP e cerca de 725 km no ciclo EPA americano.

Mesmo com a diferença entre ciclos de medição, trata-se de uma autonomia muito acima do que a grande maioria dos motoristas precisa em uma semana – e, para muitos, em um mês de uso urbano.

A leitura de bastidor é clara: com baterias mais eficientes, recarga mais rápida e eletrônica avançada, a BYD quer tornar seus EVs não apenas desejáveis, mas também economicamente competitivos diante de rivais globais.

À medida que a marca acelera sua expansão internacional, tecnologias como a Blade Battery 2.0 tendem a se tornar trunfos importantes para conquistar mercados fora da China e destravar uma nova fase de crescimento.

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Escrito por

Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Sua rede social: Facebook

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