
Com o mercado chinês se afastando das marcas tradicionais de luxo, a Mercedes-Benz decidiu contra-atacar com uma renovação ousada da S-Class.
A nova versão do sedã chega com V8, inteligência artificial e conectividade total para tentar conter a ofensiva de rivais locais como a Huawei, que já superou o modelo alemão em vendas de carros de luxo acima de US$ 100 mil.
A reformulação do modelo é vista pela própria marca como muito mais do que um facelift: “É uma revolução”, declarou o CEO Ola Källenius durante o evento de lançamento na Alemanha.
Com preço inicial de €121.000 (cerca de R$ 784.000), a S-Class 2025 aposta em conforto elevado, motorização renovada e um verdadeiro arsenal tecnológico para manter seu prestígio.
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Entre os destaques estão assistentes de voz avançados com IA de empresas como OpenAI, Google e Microsoft, além de duas telas traseiras de 13,1 polegadas com suporte para videoconferências.

Voltado para executivos e autoridades, o modelo permite controlar janelas, massagem dos bancos e sistemas de mídia por meio de controle remoto dedicado.
A conectividade também mira o público chinês, que tem valorizado tecnologia e sofisticação mais do que tradição de marca.
Por lá, modelos como o Maextro S800 da Huawei têm conquistado espaço com recursos luxuosos e preços mais baixos — o sedã chinês começa em 708.000 yuans, o equivalente a cerca de R$ 499.000.
A pressão para recuperar espaço é alta, especialmente após o fracasso de vendas do elétrico EQS e da versão híbrida do G-Class.

Com a S-Class, a Mercedes volta a apostar forte nos motores a combustão: a linha inclui novos propulsores V8 e seis-cilindros a gasolina e diesel, além de uma variante híbrida plug-in.
A versão totalmente elétrica do modelo deve surgir apenas no fim da década, sinalizando que a transição energética na marca será mais gradual do que o previsto.
A queda no setor premium foi dura: segundo a Volkswagen, o segmento de luxo na China encolheu 80% em um curto período, e não há sinais de recuperação no horizonte.
Enquanto a Porsche já reduz sua rede de concessionárias no país, a Mercedes optou por insistir, mesmo diante da retração no consumo de alto padrão impulsionada pela crise imobiliária local.

Para seduzir um público cada vez mais exigente e pragmático, a marca oferece mais de 150 opções de pintura e transforma seu sedã em um escritório sobre rodas.
Em um cenário onde tradição já não basta, a Mercedes aposta que inovação e presença digital sejam os novos pilares do luxo automotivo.
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