
Se você gosta de trocar marcha na mão, talvez seja hora de encarar o óbvio: o câmbio manual está sumindo rápido, e não é só no Brasil.
No Reino Unido, onde mais de 80% dos carros novos já tiveram três pedais, o terceiro está caminhando para uma aposentadoria silenciosa.
Dados novos do CarGurus mostram que, em 2026, apenas 67 modelos das principais fabricantes ainda oferecem câmbio manual no país.
Esse total caiu em relação aos 82 modelos do ano passado, um recuo considerável em apenas doze meses.
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Quando o olhar vai para a última década, a mudança fica ainda mais brutal, porque o manual despencou a ponto de hoje representar menos de um quarto dos carros novos à venda.
Do outro lado, os automáticos vivem seu auge, e a maioria dos modelos analisados já nem dá opção de embreagem.
Entre quase 300 modelos avaliados, 225 já são vendidos apenas com câmbio automático, consolidando uma virada que parece irreversível.
O contexto ajuda a explicar, porque SUVs, híbridos e EVs dominam o mercado atual e, por natureza, empurram o manual para fora da conversa.
Algumas marcas já cortaram o mal pela raiz, e o manual simplesmente desapareceu do catálogo de determinadas fabricantes no Reino Unido.
Mini e Honda agora entram nessa lista, acompanhando nomes conhecidos como Mercedes-Benz, Volvo e Tesla, que decidiram que o futuro não passa por pedal de embreagem.
Há razões práticas, já que automáticos modernos ficaram mais suaves, mais eficientes e muito mais fáceis de usar no trânsito pesado.
Além disso, eles são mais simples de calibrar para extrair números melhores de economia em testes de homologação, algo que virou obsessão industrial.
Somando a eletrificação, o câmbio manual começa a parecer um artefato de outra era, e até a BMW M reconhece que o tempo de disponibilidade está acabando.
Ainda assim, nem tudo virou um velório, porque modelos como Mazda MX-5 e Porsche 911 GT3 continuam oferecendo a experiência do manual para quem busca envolvimento ao dirigir.
Também existem hatches e crossovers mais simples que ainda mantêm essa opção, embora em posições cada vez menos prestigiadas no portfólio.
Para quem não encontra o que quer no zero, a recomendação passa a ser mudar o hábito: sair do “novo” e aprender a comprar no mercado de usados.
“Na última década, o número de manuais novos caiu para menos da metade”, disse Chris Knapman, diretor editorial do CarGurus UK, ao defender que o usado ainda oferece muita variedade.
O recado final é direto: quem valoriza controle e engajamento pode continuar encontrando manuais, mas provavelmente terá de procurar mais, e aceitar que a era dourada ficou para trás.
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