
Enquanto muitas montadoras ainda tentam equilibrar combustão, híbridos e elétricos, Elon Musk já fala como se o fim da gasolina fosse apenas questão de tempo e teimosia.
Em entrevista recente com André Thierig, chefe da Gigafactory Berlim, o CEO da Tesla voltou a atacar as marcas tradicionais e sugeriu que quem resistir ao padrão elétrico-autônomo simplesmente não sobreviverá.
Na visão de Musk, há mais de 20 anos está claro que o “fim de jogo” da indústria automotiva é transporte totalmente elétrico e totalmente autônomo, sem espaço para meio-termo.
Ele acusa as montadoras estabelecidas de terem rejeitado a eletrificação, arrastando os pés e só reagindo sob pressão de governos, reguladores e metas ambientais cada vez mais rigorosas.
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Segundo o executivo, sempre que surgia a oportunidade de reduzir a produção de EVs, as grandes marcas aproveitavam para cortar volumes, em uma estratégia que ele considera irracional.
Musk defende que, mesmo sem o argumento ambiental, o elétrico já seria naturalmente superior, por ser mais simples, mais eficiente, mais silencioso e sem poluição nas cidades.
Daí vem sua frase mais contundente: “O futuro não contém veículos a combustão, e haverá pouquíssimos carros que não sejam autônomos; quem não seguir isso ficará para trás”.
Quando questionado se a Tesla ainda tem algo a aprender com as montadoras tradicionais, ele admite que sempre há o que observar, mas logo volta ao ataque estratégico.
Para Musk, a direção adotada pelas marcas legadas é “a dos dinossauros”, uma rota que não termina bem, justamente porque ignora a mudança estrutural na tecnologia e no comportamento do consumidor.
Ele também diz não se preocupar com a possibilidade de ser copiado, argumentando que não adianta forçar uma boa ideia em empresas que, culturalmente, não estão prontas para abraçá-la.
As críticas não são novidade no discurso de Musk, mas ganham peso porque a Tesla depende diretamente da expansão global dos EVs e dos sistemas de direção autônoma.
Ao reforçar que o futuro pertence ao elétrico autônomo, ele também tenta sustentar a narrativa de que a Tesla continua vários passos à frente, mesmo com concorrentes chineses avançando rápido.
Mais recentemente, a própria Tesla passou a se vender menos como “montadora de carros” e mais como empresa de tecnologia, inteligência artificial e robótica aplicada à mobilidade.
Há analistas que enxergam, nesse discurso, a possibilidade de a marca, daqui a alguns anos, focar muito mais em software, robôs e plataformas de autonomia do que em fabricar veículos.
Seja exagero ou previsão certeira, o recado de Musk às montadoras tradicionais é direto: insistir na combustão e tratar EV e autonomia como moda passageira é pedir para virar peça de museu.
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