O governo do Canadá decide agir e faz o que todos deveriam fazer: começa uma investigação contra faróis que ofuscam a visão de todos

farol alto na cara
farol alto na cara

Quem dirige à noite já percebeu que algo mudou: o feixe que deveria iluminar a pista muitas vezes parece mirar diretamente nos olhos de quem vem na contramão.

No Canadá, o incômodo virou assunto de governo, e autoridades começaram a discutir se os padrões de segurança atuais ainda dão conta da tecnologia de iluminação mais moderna.

O Transport Canada abriu uma consulta pública por meio de um questionário online, disponível até 20 de abril, para mapear a experiência real dos motoristas com o ofuscamento.

Qualquer pessoa com mais de 16 anos pode participar, embora o foco esteja claramente em quem enfrenta com frequência a direção noturna e a “agressividade” da luz.

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A revisão não trata apenas de “faróis fortes demais”, porque também analisa como os conjuntos são alinhados na fábrica e se regras mais rígidas de auto-nivelamento são necessárias.

O objetivo é entender se mudanças futuras devem ir de padrões de fabricação mais apertados até exigências mais duras em inspeções provinciais para manter o brilho sob controle.

A explicação técnica para o desconforto tem nome e sobrenome: os LEDs tomaram o lugar do halógeno e iluminam muito melhor a via, mas elevam o nível de ofuscamento para quem vem no sentido oposto.

O problema fica maior quando esses LEDs são instalados em veículos altos, como picapes e SUVs, porque a altura coloca o feixe na linha de espelhos e para-brisas de carros mais baixos.

Motoristas canadenses têm desabafado online sobre uma sensação de falta de regulação, com queixas frequentes sobre o tom branco “duro” do LED, considerado mais cansativo que o halógeno.

Em entrevista à CTV News, um morador de Halifax resumiu o impacto de encarar faróis modernos como “sentir que está sendo abduzido por alienígenas”.

A comparação exagerada ajuda a ilustrar o contraste em estradas rurais escuras, onde a intensidade quase clínica de alguns faróis domina o campo de visão.

Na Europa, a história é diferente, porque sistemas Matrix LED se popularizaram ao ajustar seletivamente partes do feixe para não cegar quem vem em sentido contrário.

Na América do Norte, a adoção dessas soluções avançadas ainda é lenta, travada por padrões técnicos que não acompanharam totalmente a forma como esses sistemas operam.

E a dor de cabeça não vem só de fábrica, já que o mercado paralelo adicionou uma camada de caos com substituições de halógeno por LEDs baratos vendidos como “upgrade”.

Em muitos casos, essas lâmpadas plug-and-play não combinam com refletores projetados para halógeno, gerando um feixe espalhado, mal focado, que ofusca mais do que ilumina.

Ainda assim, os dados não sustentam toda a indignação, porque o Insurance Institute for Highway Safety aponta o brilho como fator em apenas um ou dois de cada 1.000 colisões noturnas.

Ao mesmo tempo, faróis de LED aparecem associados a uma redução de quase 20% em colisões noturnas de veículo único, sugerindo que a luz melhor pode salvar mais do que atrapalhar.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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