O YouTube chegou ao Android Auto, mas do jeito que o Google liberou parece mais uma provocação do que um presente para quem dirige

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A ideia de levar o YouTube para o painel do carro parecia óbvia há anos, mas o jeito como isso chegou ao Android Auto é bem menos empolgante do que o anúncio sugere.

O sistema acabou de ganhar um player nativo do YouTube, só que com restrições pesadas para não virar uma tela de distração enquanto o carro está em movimento.

Na prática, não existe reprodução de vídeo, e o app funciona estritamente como áudio, permitindo tocar qualquer conteúdo, porém sem mostrar imagem por motivos de segurança.

Isso significa que até um trecho clássico de Top Gear vira apenas diálogo, com Clarkson, Hammond e May aparecendo só pela voz, como se você estivesse ouvindo rádio.

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Por esse formato, o recurso tende a fazer mais sentido para podcasts, entrevistas e conteúdos de notícia, e menos para qualquer coisa que dependa de visual.

Só que a limitação que mais pesa nem é essa, e sim o requisito de reprodução em segundo plano, que transforma o recurso em algo “premium” por definição.

Como o player depende de background playback, ele só funciona para quem assina o YouTube Premium, cuja entrada começa em US$7.99 por mês (R$ 40).

O detalhe é que esse valor corresponde ao plano Premium Lite, mais enxuto, enquanto a assinatura completa nos EUA sai por US$13.99 mensais (R$ 70).

Para quem já paga, a novidade é um bônus útil e integrado, mas para quem não assina, fica difícil justificar mensalidade apenas para ouvir áudio no carro.

E mesmo com assinatura, o controle é básico ao extremo, porque o player oferece só Play/Pause e botões de avançar e retroceder de faixa.

Não dá para pular 15 segundos para frente ou para trás como em apps de podcast, o que vira um incômodo quando você quer repetir uma fala ou cortar uma introdução longa.

Também não há navegação de catálogo dentro do Android Auto, então você precisa abrir o conteúdo no celular antes de sair e só depois usar o painel para controlar.

Pelo menos os comandos ficam na tela do carro, reduzindo a necessidade de pegar o telefone, algo que melhora a segurança comparado ao improviso de antes.

Esse “antes”, aliás, era bem pior, porque o áudio do YouTube até tocava no sistema do carro, mas sem controles nativos, deixando o usuário refém do celular.

A boa notícia é que esse formato capado não precisa ser definitivo, e há indícios de que o Google pode evoluir a experiência com o tempo.

Segundo o Android Central, existe a possibilidade de um player mais completo ser mostrado no Google I/O de 19 e 20 de maio, antes de um lançamento mais amplo.

Para quem não quer esperar e busca vídeo no Android Auto agora, apps de terceiros como o CarStream já fazem isso, embora a discussão sobre segurança continue sendo o ponto central.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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