“Pé pesado te deixa a pé”: Dono de EV mede na prática quanto o consumo aumenta ao se andar mais rápido na estrada

teste velocidade consumo ev
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Na era dos EVs, a antiga decisão entre “ir mais rápido” e “gastar menos” ganhou um castigo extra: a punição vem em forma de autonomia evaporando e, às vezes, mais tempo parado.

Com alguns modelos entregando só 300 ou 400 km no mundo real e carregadores ultrarrápidos de 1.500 kW ainda fora do cotidiano, um stop no meio do caminho pode custar 15 a 30 minutos.

Esse tempo parado tem potencial para apagar a vantagem obtida ao acelerar, principalmente em viagens em que você depende de recarga pública para fechar o trajeto.

Foi exatamente para colocar números nessa sensação que o YouTuber do canal Carwire decidiu testar o “ponto doce” da velocidade em um Tesla Model Y de motor único e tração traseira.

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Ele repetiu o mesmo circuito de 50 km em vias expressas locais, mantendo velocidade constante em quatro faixas: 81 km/h, 96 km/h, 113 km/h e 129 km/h.

Em cada volta, o objetivo foi registrar a eficiência energética e, depois, projetar autonomia e tempo de viagem, usando como premissa uma bateria utilizável de 75 kWh.

Como métrica, ele trabalhou com consumo em Wh por quilômetro, o que permite comparar diretamente o quanto o carro “bebe” energia quando o ar vira parede.

No ritmo mais calmo, a 81 km/h, o consumo ficou em 139,6 Wh/km, e a projeção apontou autonomia calculada de 536 km em rodovia.

Nesse cenário, um deslocamento hipotético de 302 km levaria 4 horas, mas com sobra de carga suficiente para chegar sem ansiedade e sem planejamento agressivo.

Quando a velocidade subiu para 129 km/h, o consumo saltou para 227,6 Wh/km, e a autonomia calculada despencou para apenas 328 km.

Até dá para cumprir 302 km sem recarregar e em 2 horas e 30 minutos, mas a margem vira tão pequena que pouca gente encararia sem “completar” antes.

O teste também sugere por que o estresse aparece: a diferença entre chegar com folga e chegar contando porcentagem pode ser só uma escolha de velocidade.

Para Carwire, a faixa mais equilibrada está entre 96 km/h e 113 km/h, onde a viagem encurta sem destruir a eficiência de forma tão brutal.

A 96 km/h, ele estimou autonomia de 483 km, com um ganho de 40 minutos no tempo total em relação aos 81 km/h e perda de só 53 km de alcance.

A 113 km/h, o trajeto hipotético cai mais 30 minutos, e a autonomia calculada de 399 km ainda permite completar 302 km sem recarga e sem aperto.

Não é um estudo de laboratório, mas a comparação deixa um recado prático: em EV, buscar o número mais alto no velocímetro pode custar o tempo que você achou que ganhou.

No fim, o “mais rápido” só compensa quando não te empurra para uma recarga extra, porque uma fila de carregador costuma ser mais lenta do que qualquer economia na estrada.

EV Motorway Range Test | What’s The Sweet Spot?

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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