
A retirada do incentivo fiscal para veículos elétricos nos Estados Unidos provocou uma queda brusca nas vendas da Rivian no fim de 2025, encerrando o ano com resultados decepcionantes para a jovem montadora.
No quarto trimestre, a empresa entregou apenas 9.745 veículos, uma queda expressiva de 31,3% em relação aos 14.183 registrados no mesmo período de 2024.
O corte no crédito federal, que foi encerrado em setembro, teve impacto quase imediato, afastando milhares de potenciais compradores.
No acumulado do ano, a Rivian entregou 42.247 unidades entre SUVs e picapes, o que representa uma queda de 18,1% frente aos 51.579 veículos entregues em 2024.
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Do lado da produção, os números também não animam: foram fabricadas 10.974 unidades no último trimestre e 42.284 ao longo de 2025, contra 12.727 e 49.476 respectivamente no ano anterior.
Apesar dos dados negativos, a empresa afirmou que os resultados estavam dentro do esperado, embora não tenha detalhado estratégias para reverter o cenário.
O balanço financeiro completo do quarto trimestre e do ano fiscal será divulgado no dia 12 de fevereiro, quando investidores e analistas terão mais clareza sobre a saúde da companhia.
O mercado reagiu com relativa calma: as ações da Rivian recuaram apenas 1,95% no dia da divulgação dos dados, sendo negociadas a US$ 19,32.
Ainda assim, o papel acumula alta significativa no ano, saindo de US$ 13,25 em janeiro de 2025.
Para 2026, a Rivian aposta alto no lançamento do R2, um SUV elétrico de nova geração com preço inicial estimado em US$ 45 mil (cerca de R$ 220 mil).
O modelo será construído sobre uma plataforma inédita e terá duas opções de bateria, incluindo uma com autonomia superior a 480 km.
A empresa também planeja oferecer versões com um, dois ou três motores, sendo que a mais potente poderá acelerar de 0 a 96 km/h em menos de 3 segundos.
Outro destaque é o sistema de direção autônoma Universal Hands-Free Driving, que será integrado à linha R1.
A tecnologia permitirá condução sem as mãos em mais de 5,6 milhões de km de rodovias nos EUA e Canadá.
O recurso fará parte da nova assinatura Autonomy+, com custo mensal de US$ 49,99 ou pagamento único de US$ 2.500.
Embora 2025 tenha sido um ano de retração para a Rivian, a empresa ainda aposta em inovação e expansão tecnológica para manter relevância em um mercado cada vez mais competitivo.
Resta saber se as novidades serão suficientes para recuperar o volume de vendas e reconquistar os clientes perdidos com o fim dos subsídios.
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