Político mais importante do Canadá convoca boicote a carros elétricos chineses após acordo polêmico

doug ford canada
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O novo acordo comercial entre Canadá e China para reduzir drasticamente as tarifas sobre veículos elétricos acendeu um conflito político com potencial de afetar toda a indústria automotiva canadense.

Logo após a confirmação da medida, o premier de Ontário, Doug Ford , iniciou uma ofensiva pública contra os carros elétricos chineses.

Ford pediu abertamente que os consumidores canadenses boicotem os modelos importados da China, afirmando que a decisão coloca milhares de empregos em risco.

Antes mesmo do anúncio oficial, ele já se posicionava contra qualquer acordo automotivo com o país asiático.

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A nova política reduz de 100% para 6,1% a tarifa de importação para até 49 mil EVs chineses por ano.

Segundo o governo federal, o objetivo é incentivar a presença de marcas chinesas fabricando veículos acessíveis em território canadense.

O premier, no entanto, não acredita que isso vá trazer benefícios reais para a indústria local.

Em pronunciamento, Ford questionou: “Eles vêm, montam os carros aqui, mas trazem todas as peças da China. Que valor isso tem para o trabalhador canadense?”

Ele reforçou que o foco deveria ser em carros verdadeiramente canadenses, com aço, alumínio, pesquisa e desenvolvimento feitos no país.

Para ele, abrir o mercado dessa forma é “vender os empregos canadenses por carros baratos”.

Ford ainda criticou o primeiro-ministro Mark Carney por ter fechado o acordo sem consulta adequada às províncias afetadas.

A pressão também veio da oposição provincial: o líder do Partido Verde de Ontário, Mike Schreiner, disse que a prioridade deveria ser criar incentivos para EVs produzidos em solo canadense.

Ele afirmou que o pacto federal ameaça diretamente a competitividade das montadoras instaladas em Ontário, o coração industrial do país.

O temor é que as montadoras locais não consigam competir com os preços mais baixos dos modelos chineses, que podem inundar o mercado.

Para Schreiner, o caminho passa por uma política mais robusta de estímulos à demanda por veículos elétricos fabricados no Canadá.

Enquanto isso, o debate sobre nacionalismo industrial, empregos e transição energética volta a ganhar força no cenário político canadense.

O episódio marca uma nova fase na disputa entre proteger a indústria nacional e abrir espaço para veículos mais baratos no processo de eletrificação da frota.

E, como mostrou Ford, a batalha agora se dará também nas escolhas do consumidor: apoiar a indústria local ou apostar na economia oferecida pelos EVs chineses.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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