
A era dos reajustes modestos de preço no setor automotivo parece cada vez mais distante — e quando o assunto são esportivos de luxo, a escalada se intensifica.
Nos Estados Unidos, o Porsche 911 acaba de protagonizar mais um aumento significativo: o modelo 2026, anunciado em março do ano passado, estreou a US$ 129.950.
Menos de um ano depois, não é mais possível configurar um 911 por menos de US$ 137.850 — uma diferença de US$ 7.900, equivalente a aproximadamente R$ 42 mil na cotação atual.
Essa alta, dentro do mesmo ciclo de ano-modelo, reforça uma tendência de encarecimento acelerado dos carros esportivos e premium no mercado global.
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Vale lembrar que, em 2020, o último 911 com preço abaixo dos US$ 100 mil custava US$ 98.750 — o que, para muitos entusiastas, representava um marco psicológico importante.

(No Brasil, a situação é bem pior, com o modelo custando R$ 519 mil em 2020 e hoje não sai por menos de R$ 980 mil.)
A Porsche ultrapassou essa barreira de forma quase imperceptível, mas em menos de quatro anos, o modelo básico acumulou um aumento de US$ 39.100 (cerca de R$ 210 mil).
Com esse valor, o comprador norte-americano poderia optar por um Corvette Z06 topo de linha, que parte de US$ 135.000, ou ainda por um Mercedes-AMG GT55 Coupe.
Outros rivais com desempenho semelhante também se aproximam do novo patamar do 911, como o BMW M5 Touring, que com pacote M Driver e freios de cerâmica alcança valor quase idêntico.

Já quem busca o ápice da linha 911, o GT3 RS, precisa hoje desembolsar US$ 253.695 — o equivalente a cerca de R$ 1,36 milhão.
O avanço dos preços acompanha fatores como inflação global, custos logísticos, transição tecnológica e tarifas comerciais, que afetam até marcas consolidadas como a Porsche.
Como o modelo 2026 foi revelado ainda no primeiro semestre de 2025, a expectativa é que a marca anuncie as novidades da linha 2027 já nos próximos dois meses.
Ainda não se sabe se haverá outro reajuste expressivo ou se parte das correções já foi antecipada neste ciclo.
No entanto, o histórico recente indica que aumentos anuais estão longe de ser exceção — e mesmo compradores de altíssimo poder aquisitivo já sentem os impactos.
Para o consumidor brasileiro, que lida com impostos elevados e cotação desfavorável do dólar, o sonho de ter um 911 segue cada vez mais distante.
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