Presidente Biden aponta China e Rússia como ameaças a estradas e motoristas

corvette biden
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Nesta semana, a Casa Branca apontou diretamente China e Rússia como ameaças aos veículos e motoristas nos Estados Unidos.

Em um comunicado, foi destacado que o Departamento de Comércio está propondo uma nova regra para proibir a venda e importação de veículos “conectados” fabricados ou com componentes de ambos os países.

A proposta abrange uma extensa lista de tecnologias e componentes, como sistemas que possam controlar ou corrigir movimentos dos veículos, coletar dados de motoristas ou passageiros, câmeras, sensores, softwares de condução autônoma, e quaisquer dispositivos que possam gravar ou enviar informações sobre infraestruturas americanas.

Embora a intenção possa não ser banir todos os veículos chineses, dependendo de como esses termos forem interpretados, o resultado final pode ser exatamente esse.

Sistemas comuns, como câmeras de ré e GPS integrados, por exemplo, poderiam se enquadrar na proibição.

Leis amplas como essa muitas vezes abrem espaço para interpretações mínimas de conformidade, o que pode gerar brechas e adaptações que burlam o espírito da lei.

O texto da proposta cita a proibição de “sistemas projetados, desenvolvidos ou fabricados por entidades sob controle de adversários estrangeiros”, o que levanta a pergunta: Quem realmente será afetado por essa nova regra?

“Made in China” pode se tornar um problema

Sem dúvida, muitas das grandes empresas estatais chinesas e startups que dependem de subsídios do governo chinês serão diretamente impactadas.

Contudo, também existem questões sobre empresas como Volvo e Polestar, que foram adquiridas por investidores chineses, e podem acabar se enquadrando nessa proibição.

Além disso, qualquer fabricante de automóveis que opere na China precisa compartilhar 50% de sua operação com o governo chinês.

Esse tipo de parceria pode causar dúvidas sobre a aplicabilidade da regra. Mesmo a Ford, tradicional empresa americana, pode ser afetada devido à sua parceria com a chinesa Changan para a produção de veículos no país asiático.

Proibição estratégica ou jogada política?

A sincronização desse anúncio pode levantar suspeitas de que ele visa fortalecer o apoio de sindicatos como o UAW, além de conquistar votos em regiões industriais cruciais, como o cinturão da ferrugem, especialmente em um momento de tensão pré-eleitoral.

Enquanto a preocupação com ataques cibernéticos é legítima, essa medida vem diretamente do poder executivo, não do Congresso, o que significa que é uma imposição de regra e não uma lei propriamente dita, faltando a coordenação e o financiamento necessários para uma implementação mais eficaz.

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Escrito por

Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Sua rede social: Facebook

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