Queda brutal nas vendas da BYD em janeiro expõe a atual crise interna dos EVs que começa a existir na China

byd dolphin mini 2026 avaliação na (27)
byd dolphin mini 2026 avaliação na (27)

A euforia em torno do domínio chinês no mercado global de EVs começa a dar sinais de desgaste, e a BYD, maior vendedora do mundo, sentiu o golpe em cheio.

Em janeiro, a montadora vendeu apenas 83.249 carros elétricos a bateria na China — o pior resultado mensal desde fevereiro de 2024.

O número representa uma retração significativa para uma empresa que fechou o ano passado com 2,26 milhões de EVs vendidos e um crescimento anual de 28%.

No total, a BYD emplacou 205.518 veículos no mês, somando híbridos plug-in e elétricos, mas mesmo esse volume ficou aquém das expectativas do mercado.

Veja também

O freio veio justamente após o fim de isenções fiscais: desde 1º de janeiro, a China voltou a cobrar 5% de imposto sobre a compra de veículos elétricos.

A medida encerrou uma década de estímulos agressivos que alimentaram a rápida expansão da indústria local de carros eletrificados.

Analistas já previam desaceleração, mas o tombo de janeiro gerou alarme: outras marcas também sofreram, como a Xiaomi, que caiu de mais de 50 mil unidades em dezembro para pouco mais de 39 mil.

A explicação vai além da tributação: o excesso de produção e a competição desenfreada entre fabricantes estão corroendo margens e empurrando o setor a uma guerra de preços.

Empresas como Geely, Leapmotor e Nio avançaram no mercado com modelos mais baratos e recheados de equipamentos, tirando espaço da BYD especialmente na faixa de entrada.

A Geely, por exemplo, saltou para o segundo lugar no ranking chinês, com mais de 270 mil carros vendidos em janeiro — 60 mil deles destinados à exportação.

Com o mercado doméstico saturado, a BYD passou a depender cada vez mais das vendas internacionais, mas até isso deu sinais de enfraquecimento no início de 2026.

As exportações da marca caíram para 100.482 unidades em janeiro, contra 133.172 em dezembro.

A empresa projeta vender 1,3 milhão de carros fora da China este ano, o que representaria um aumento de 25% nas exportações, mas ainda sem meta oficial para o mercado interno.

A expectativa é de que o setor siga volátil ao longo do primeiro trimestre, influenciado por incertezas econômicas e pelo feriado do Ano Novo Lunar, que historicamente distorce os números de vendas.

Para analistas como Helen Liu, da Bain & Company, as mudanças nas políticas públicas e o acirramento da concorrência devem manter o mercado automotivo chinês sob forte pressão em 2026.

Mesmo com sua liderança global, a BYD entra no novo ano menos confortável — e mais dependente de sua capacidade de adaptação fora de casa.

📣 Compartilhe esta notíciaX FacebookWhatsAppLinkedInPinterest
📨 Receba um email com as principais Notícias Automotivas do diaReceber emails
📲 Receba as notícias do Notícias Automotivas em tempo real!Canal do WhatsAppCanal do Telegram
Siga nosso site no Google Notícias
noticias
Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


formulario noticias por email

O que você achou disso?

Clique nas estrelas

Média da classificação / 5. Número de votos:

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.