Queda histórica: Pela primeira vez, Nissan sai do top 10 mundial após 16 anos, e acumula prejuízo bilionário

nissan kicks sense 2026 avaliação NA (16)
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A Nissan acaba de registrar um marco negativo em sua trajetória global: pela primeira vez em 16 anos, a montadora japonesa ficou fora do ranking das dez marcas de automóveis mais vendidas do mundo.

De acordo com o jornal Nikkei Asia, a fabricante vendeu 1,61 milhão de veículos no primeiro semestre de 2025 — número insuficiente para mantê-la entre os gigantes da indústria, algo que não acontecia desde 2009.

O golpe final veio da rival conterrânea Suzuki, que apesar de não atuar no competitivo mercado dos Estados Unidos, aproveitou sua força na Índia e no Japão para emplacar 1,63 milhão de unidades, ultrapassando a Nissan por uma margem mínima, mas simbólica.

Foi a primeira vez em mais de duas décadas que a Suzuki superou a concorrente histórica.

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nissan kicks sense 2026 avaliação NA (9)
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A queda da Nissan não se limitou ao ranking global. Em mercados-chave como China, Japão e EUA, as vendas caíram significativamente, refletindo uma retração de 5,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

A situação na Austrália também foi crítica: a empresa vendeu 20.604 carros no primeiro semestre, uma queda de 17,3%, ficando atrás de marcas como MG, GWM, BYD e até Isuzu Ute.

A pressão financeira se intensificou. A montadora registrou um prejuízo de 15,7 bilhões de ienes (cerca de US$ 1,63 bilhão) entre abril e junho, seu quarto trimestre consecutivo no vermelho.

O impacto foi tão grave que levou ao fechamento de seis fábricas, à demissão de 11 mil funcionários e ao adiamento de diversos lançamentos estratégicos.

O novo CEO Ivan Espinosa, que assumiu o cargo em abril substituindo Makoto Uchida, herda uma empresa em franca retração, que tenta reavaliar seu papel em uma indústria cada vez mais dominada por fabricantes chinesas.

nissan kicks sense 2026 avaliação NA (18)
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Uma delas é a BYD, que vendeu 2,14 milhões de carros no mesmo período, e SAIC, dona da MG, com 2,05 milhões de unidades. Ambas passaram longe da crise que afeta a Nissan.

Nos Estados Unidos, a Nissan também sofreu com o novo pacote de tarifas de importação e peças, implementado em abril de 2025.

A instabilidade no mercado americano, somada ao aumento dos custos operacionais e à concorrência feroz dos elétricos chineses, agravou ainda mais a situação da montadora japonesa.

Mesmo os três gigantes americanos — GM, Ford e Stellantis — reportaram perdas no segundo trimestre, o que mostra que a crise não é exclusiva da Nissan.

Mas o fato de a marca ter saído do top 10 global pela primeira vez em 16 anos é um sinal claro de que a empresa precisa de mudanças urgentes e profundas para evitar um colapso ainda maior.

A Nissan já não está apenas “em desaceleração”. Está em queda livre — e, até agora, ninguém conseguiu encontrar o freio.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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