
Nos Estados Unidos, proprietários de sedãs médios estão vendo um velho conhecido voltar ao noticiário jurídico: o Chrysler 200, agora no centro de um acordo milionário.
A Fiat Chrysler Automobiles, hoje parte da Stellantis, aceitou encerrar uma ação coletiva ligada aos modelos 2015 a 2017, que teimam em gerar dor de cabeça.
No centro da disputa está a forma como certos componentes do motor MultiAir foram classificados, especialmente se deveriam constar formalmente como peças relacionadas ao controle de emissões.
A primeira ação, aberta em dezembro de 2021, acusava a FCA de não rotular corretamente componentes de motores PZEV, enquanto uma segunda ação ampliou o foco para bicos injetores.
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O acordo, preliminarmente aprovado em 2 de dezembro, vale apenas para Chrysler 200 2015-2017 vendidos em onze estados americanos, como Califórnia, Massachusetts e Washington.

O coração do acerto é uma extensão generosa de garantia, cobrindo integralmente peças e mão de obra para atuadores MultiAir e componentes de bicos injetores que falharem.
A cobertura passa a valer por 15 anos ou 150.000 milhas a partir da data em que o carro entrou em serviço, o que ocorrer primeiro.
Quem já desembolsou para consertar um atuador MultiAir ou um injetor defeituoso poderá enviar um formulário de solicitação e receber de volta todo o valor gasto.
Para isso, será preciso apresentar comprovante de reparo, número do chassi, dados completos do proprietário e as informações da oficina ou concessionária responsável pelo serviço.

Os reembolsos serão pagos por cheque físico enviado pelo correio, após a análise e aprovação das solicitações, como manda o roteiro das ações coletivas americanas.
Os dois proprietários que deram origem à ação receberão uma compensação individual significativa, de até cerca de R$ 38.827,50 cada, além da própria extensão de garantia.
Mesmo assim, o maior prêmio financeiro ficará com o time de advogados, que deve embolsar aproximadamente R$ 5.073.460,00 em honorários pela representação dos donos de Chrysler 200.
Essa diferença ilustra a crítica clássica às ações coletivas nos Estados Unidos, em que escritórios jurídicos frequentemente saem como os grandes vencedores do processo.

Para os proprietários, porém, o pacote não deixa de ser relevante, garantindo proteção longa contra falhas caras justamente em componentes sensíveis de motor e injeção.
O acordo se soma a outros casos recentes envolvendo a Stellantis, acusada em diferentes processos de conhecer possíveis falhas de projeto em veículos e demorar a reagir publicamente.
Mesmo fora de linha, o Chrysler 200 segue preso a documentos, petições e carimbos, mostrando como detalhes regulatórios em motores podem custar caro muitos anos depois da venda.
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