
A cultura pop sempre prometeu que a ameaça viria quando as máquinas parassem de tropeçar, e basta um vídeo bem editado para essa sensação voltar com força.
A RAI Institute apresentou o “Roadrunner”, e o nome brinca com desenho animado, mas o visual passa longe de Wile E. Coyote e ainda ignora o básico “meep meep”.
No material divulgado, ele se move sobre duas rodas lado a lado como um patinador, num estilo que lembra rollerblade e exige controle fino de equilíbrio.
Em seguida, troca para uma configuração com uma roda à frente da outra, como uma bicicleta, e o mais inquietante é a transição parecer suave e automática.
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Essa alternância de modos expõe duas lógicas de locomoção e estabilização completamente diferentes, e é aí que a demonstração deixa de ser curiosidade e vira alerta.
A RAI Institute já vinha mostrando competência com seu Ultra Mobile Vehicle em manobras de BMX, então a parte acrobática não surpreende tanto quanto o conjunto.

O que realmente chama atenção é a sensação de que o robô “entende” o corpo e o terreno, como se improvisasse, mesmo quando você sabe que tudo é programação.
E quando parece que a apresentação já entregou o essencial, o Roadrunner passa a caminhar, transformando a cena em algo que lembra um AT-ST de Star Wars.
Ele sobe uma escada, desce uma rampa e mantém estabilidade com uma naturalidade que dá a impressão de que obstáculos urbanos foram pensados como teste padrão.
O detalhe anatômico mais estranho está nos joelhos, que dobram igualmente em duas direções, algo que não existe no corpo humano e amplia a gama de movimentos.
Para completar, ele levanta uma perna e equilibra o conjunto em uma única roda, num momento de “exibição” que parece desenhado para chamar atenção.
Não chega ao nível de desconforto que o Atlas, da Boston Dynamics, provoca, mas compensa em outra área: o Roadrunner tem estética de jogo distópico.
É difícil não imaginar uma versão em escala maior cortando ruas como uma moto, saltando obstáculos como se fossem “minas” e seguindo em frente sem reduzir.
E a fantasia fica mais sombria quando você pensa que ele não precisaria roubar uma Harley-Davidson Fat Boy, porque, segundo o Jalopnik, ele já seria a própria moto.
Depois, bastaria alternar para o modo bípede e entrar rolando ou andando na sua casa, já que, ao contrário dos Daleks de Doctor Who, escadas não seriam barreira.
Ninguém está dizendo que isso vai caçar alguém como um T-800, mas, olhando para o que ele já faz, também fica difícil garantir que não poderia.
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