
Num universo em que clientes pagam por silêncio absoluto, foi justamente um ruído em teste de rodagem que levou a Rolls-Royce a acender o alerta.
A marca iniciou um recall de um pequeno lote do Cullinan após identificar que componentes do cinto de segurança traseiro podem não ter sido apertados corretamente na fábrica.
Por enquanto, proprietários estão sendo orientados a não usar os bancos traseiros e a não utilizar a área do compartimento de bagagens até que o carro seja verificado.
Segundo a Rolls-Royce, durante um teste de estrada alguém notou um barulho de “chocalho”, e a equipe rastreou a origem até um parafuso do retrator do cinto.
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A partir desse achado, a montadora abriu uma investigação de engenharia para entender se o problema poderia ir além de um caso isolado.
O processo indicou que unidades produzidas desde 27 de novembro de 2019 podem ter parafusos soltos no mesmo ponto, apesar de o sinal ter sido apenas um ruído.
Com isso, 102 veículos fabricados entre 27 de novembro de 2019 e 19 de novembro de 2025 estão sendo convocados para inspeção.
A correção, segundo a marca, será simples: técnicos irão verificar os parafusos e garantir o aperto conforme as especificações corretas.
A preocupação é direta, porque um parafuso que afrouxa com o tempo pode fazer o cinto traseiro não segurar ocupantes com a mesma eficácia em uma colisão.
Em determinadas configurações, há ainda o risco de o encosto do banco traseiro avançar se a bagagem se deslocar durante um impacto.
Esse cenário aumentaria a possibilidade de ferimentos nos passageiros, motivo pelo qual a Rolls-Royce decidiu recomendar a restrição imediata de uso.
A montadora afirma não ter conhecimento de problemas maiores relacionados ao defeito, o que sugere que o problema foi identificado de forma preventiva.
Mesmo assim, o aviso para evitar o banco traseiro e o porta-malas é incomum, especialmente em um SUV de seis dígitos vendido como sinônimo de perfeição.
A empresa diz que todas as inspeções e eventuais reparos serão realizados gratuitamente, sem custo para o proprietário.
As notificações formais aos donos estão previstas para começar em maio de 2026, quando o processo de atendimento do recall deve ganhar escala.
Para muitas marcas, 102 carros seria um número discreto, mas para a Rolls-Royce a expectativa de impecabilidade torna qualquer detalhe uma questão séria.
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