
Em cidades onde cada metro de rua já é disputado, veículos maiores viram mais do que preferência de consumo e passam a ser um problema de gestão urbana.
Em Londres, a Transport for London (TfL) está avaliando se SUVs “grandes demais” e mais pesados deveriam pagar cobranças adicionais para circular na capital.
A discussão ganha tração porque, apesar de ônibus, bicicletas, faixas estreitas e estacionamento apertado, modelos cada vez maiores se tornaram mais comuns nas ruas londrinas.
O argumento central é que, quanto maior e mais pesado o veículo, mais grave tende a ser o resultado de uma colisão, especialmente para quem está fora do carro.
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Um estudo citado no debate indica que pedestres e ciclistas têm 14% mais chance de perder a vida quando o choque envolve um “veículo superdimensionado”.
Além da severidade do impacto, esses modelos podem ampliar pontos cegos, dificultar a leitura do tráfego para motoristas e pedestres e ocupar mais espaço viário do que as vias suportam.
Entre as ideias em estudo, aparece uma taxa direcionada apenas aos maiores modelos, baseada em algum critério mensurável, como peso total ou dimensões externas.
Se esse desenho avançar, crossovers menores usados como carro de família poderiam escapar de cobrança, concentrando o alvo em SUVs realmente grandes.
Outra frente considerada é o estacionamento, já que alguns conselhos locais variam preços por emissões ou categoria, e um recorte por peso ou tamanho entraria no mesmo pacote.
A TfL também tenta encaixar o tema na estratégia de reduzir colisões graves em Londres, o que inclui ampliar zonas com limite de 32 km/h e revisar limites em vias principais.
A lógica apresentada é dupla: diminuir a energia dos impactos e, ao mesmo tempo, reduzir o total de problemas graves, especialmente em áreas da grande Londres.
O plano, porém, já enfrenta reação política, com o porta-voz conservador de transportes na City Hall, Thomas Turrell, chamando a proposta de “ridícula” em entrevista à BBC.
Turrell afirmou que a medida pioraria a vida dos londrinos e disse que a meta do prefeito Sir Sadiq Khan de chegar a zero mortes estaria, no ritmo atual, a mais de 1.200 anos.
Na mesma linha, Mike Hawes, da Society of Motor Manufacturers and Traders, argumentou que separar carros por tamanho restringe a escolha do consumidor e penaliza quem precisa de veículo maior.
Do outro lado, o prefeito e apoiadores dizem que cobrar mais dos maiores veículos seria um passo na direção certa, ainda que por enquanto o tema permaneça apenas como proposta.
A expectativa é que o assunto seja debatido na City Hall, e o ponto que intriga motoristas é quando essa ideia deixa o papel e vira cobrança real.
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