
Com um parque industrial invejável, que reflete os tempos em que apenas quatro atores atuavam no mercado automotivo brasileiro, a General Motors tem pelo menos cinco plantas e quatro delas já fizeram ou ainda fazem carros.
No entanto, surpreendeu muita gente quando a GM fechou um acordo com a cearense Comexport para montagem em CKD dos modelos Chevrolet Spark, inicialmente, assim como da nova Captiva EV.
Tendo fábricas de veículos ativas em São Caetano do Sul, São José dos Campos e Gravataí, além de planta de componentes em Mogi das Cruzes e de motores em Joinville, a GM passou a montar a dupla de elétricos chineses em Horizonte, no Ceará.

O fato também surpreendeu os trabalhadores da GM, em especial na fábrica de São José dos Campos, onde a empresa produz os modelos Chevrolet S10 e Trailblazer, além de motores.
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A terceirização da produção da GM, nesse caso, chamou a atenção do sindicato dos trabalhadores da região, que embora não sofra com a queda de produção em decorrência de vendas em baixa, está longe do desejável pelo tamanho da planta do Vale do Paraíba.
Renato Almeida, secretário geral da entidade, revelou ao site AutoData que há preocupação entre os trabalhadores pelo fato de a GM investir R$ 400 milhões na parceria com a empresa do Ceará.

Segundo o divulgado oficialmente, a GM pretende ainda investir mais R$ 500 milhões no negócio até o final da década, indicando que mais modelos elétricos ou híbridos chineses poderão sair de lá.
Almeida comentou: “Não faz sentido a GM optar por produzir estes modelos com empresa terceirizada, sendo que temos condições tanto aqui quanto em São Caetano. Isto é inédito.”
“A guerra fiscal está empobrecendo o Estado e tirando o emprego de trabalhadores qualificados. Precisamos trazer mais investimentos para as nossas unidades”, finalizou o dirigente sindical.

Embora a produção em Horizonte fomente positivamente a indústria do Ceará, especialmente fazendo-se retomar a atividade automotiva no Estado após o fim da Troller, as unidades da GM do Sul e Sudeste estão com boa capacidade ociosa.
O que pode salvar estas (ou parte destas) operações mais antigas da GM é o acordo com a Hyundai, embora a coreana tenha aqui somente a limitada planta de Piracicaba.
Talvez seja esse um dos motivos pelos quais a GM decidiu não usar suas espaçosas plantas de veículos nas duas regiões citadas, já que a Hyundai – embora desenvolva a maior parte dos modelos – precisará de algumas delas para seus novos produtos.
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