
A maior tempestade de inverno dos últimos anos está desafiando severamente a infraestrutura de transporte dos Estados Unidos, com impactos drásticos sobre carros, ônibus, trens e todo o setor automotivo.
Com estradas bloqueadas, mobilidade urbana comprometida e milhares de veículos impossibilitados de circular, o país vive um colapso logístico em plena temporada de frio intenso.
Mais de 14 mil voos foram cancelados até a noite de domingo, o que gerou uma sobrecarga nas rodovias e nos transportes terrestres, agora também afetados pelo acúmulo de neve e gelo.
Diversos estados declararam emergência por conta do tráfego inviável, com vias congeladas, acidentes múltiplos e veículos abandonados nas rodovias.
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O transporte público entrou em colapso em várias regiões, com Nova Jersey suspendendo completamente ônibus, VLTs e serviços acessíveis no domingo.
A Autoridade de Transporte Metropolitano de Nova York emitiu alerta para que a população evite sair de casa, prevendo falhas e atrasos em metrôs, trens e linhas de ônibus.
Na região de Boston, a previsão de até 50 cm de neve com relâmpagos e trovões ameaça encobrir veículos, travar pneus e impossibilitar a circulação até mesmo de veículos com tração integral.
No sul do país, onde EVs vêm crescendo em adesão, o gelo acumulado nas ruas representa um obstáculo ainda maior para esse tipo de veículo, com limitações severas de autonomia em temperaturas negativas.
Em meio à crise, empresas da indústria petroquímica, como ExxonMobil e Celanese, interromperam atividades em refinarias no Texas, o que pode afetar o fornecimento de combustíveis e lubrificantes nas próximas semanas.
A produção e distribuição de peças automotivas também pode ser impactada, já que muitos centros logísticos estão sem energia elétrica e com rotas interditadas.
Mais de 160 mil residências e empresas estavam sem luz entre sábado e domingo, o que atinge diretamente postos de combustível, oficinas e concessionárias.
As temperaturas despencaram a níveis históricos, com previsão de -15 °C em Washington e -13 °C em Nova York nos próximos dias, prolongando a paralisação dos transportes.
A demanda por energia subiu de forma vertiginosa, e os operadores de rede elétrica recorreram a fontes de energia emergenciais — inclusive em data centers — para evitar apagões totais.
O impacto da tempestade também deverá atingir montadoras e fornecedores logísticos, com entregas atrasadas, veículos retidos e produção desacelerada.
A recomendação de autoridades é clara: evitar qualquer deslocamento não essencial e manter veículos estacionados até a estabilização climática.
Com boa parte do tráfego interrompido, o setor automotivo enfrenta uma das maiores provas climáticas da década — e a próxima nevasca já está no radar para o início de fevereiro.
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