
A Scout Motors, divisão de SUVs elétricos da Volkswagen nos Estados Unidos, já ultrapassou os R$ 15,7 bilhões em investimentos, gerando apreensão interna sobre o custo-benefício do projeto.
O montante cobre a construção da fábrica em Blythewood, Carolina do Sul, onde serão produzidos o utilitário Traveler e a picape Terra, ambos previstos para 2027.
A planta, inicialmente estimada em US$ 2 bilhões, já exigiu ao menos US$ 3 bilhões (cerca de R$ 15,7 bilhões), segundo o jornal alemão Handelsblatt.
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A Scout confirmou os valores, mas alegou que os US$ 2 bilhões eram apenas um mínimo contratual acordado com o estado, e não um teto de orçamento.
Entre os gastos extras está uma expansão de R$ 1,5 bilhão, dedicada exclusivamente a fornecedores da marca dentro da própria planta.

Essa estrutura integrada permitirá montar baterias, componentes e acessórios diretamente no local, reduzindo custos logísticos e otimizando o tempo de entrega.
O complexo prevê ainda uma área de pós-produção para instalação de acessórios como trilhos, bagageiros e peças off-road antes da entrega aos clientes.
O projeto, que ocupa mais de 200 hectares, promete gerar mil novos empregos na região e não depende de incentivos fiscais — o aporte é totalmente bancado pela Volkswagen.
Mesmo assim, fontes internas relatam dúvidas crescentes dentro do grupo alemão sobre o retorno desse investimento, especialmente considerando a parceria já existente entre a VW e a Rivian, que atua no mesmo segmento.

O Terra, picape da Scout Motors, terá preço inicial de US$ 51.500, o que equivale a cerca de R$ 269 mil.
Esse valor posiciona o modelo diretamente contra a Rivian R1T, mas com apelo próprio: promete até 135 kgfm de torque e aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 3,5 segundos.
A autonomia estimada das versões totalmente elétricas gira em torno de 563 km, enquanto modelos com extensor de autonomia Harvester — movido por um motor 2.0 aspirado da Volkswagen — prometem até 800 km combinados.

Nesse sistema híbrido, o motor a combustão atua como gerador, recarregando a bateria e mantendo os motores elétricos funcionando, em uma proposta parecida com a do Chevrolet Volt.
As baterias dos modelos 100% elétricos devem variar entre 120 e 130 kWh, enquanto as versões EREV usarão módulos de cerca de 60 kWh.
A Scout afirma que, apesar da autonomia menor na parte elétrica pura, os híbridos são os mais requisitados nas reservas feitas até agora.
Enquanto a marca promete diferenciais e foco em desempenho off-road com identidade própria, o custo crescente da operação começa a levantar questionamentos no alto escalão da Volkswagen.
A estreia dos modelos segue marcada para 2027, mas a Scout ainda terá que provar que consegue entregar resultados à altura de sua ambição — e do investimento bilionário que a acompanha.
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