
A Tesla está perdendo rapidamente sua liderança no mercado europeu de veículos elétricos.
Em julho de 2025, a marca comandada por Elon Musk viu suas vendas despencarem 40% na União Europeia, Reino Unido e países da EFTA, em comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Enquanto isso, marcas chinesas como a BYD avançam com força total, mostrando que o domínio da Tesla no continente pode estar chegando ao fim.
Segundo dados da ACEA (Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis), a Tesla registrou apenas 8.837 unidades vendidas em julho, contra 14.769 no mesmo mês de 2024.
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Dentro da UE, o tombo foi ainda maior: 42,4% de queda, totalizando apenas 6.600 carros. O reflexo foi imediato na participação de mercado: caiu de 1,4% para míseros 0,8% no mês.

Enquanto a Tesla patina, a BYD acelera. A marca chinesa registrou crescimento de 225% nas vendas no mesmo período, atingindo 13.503 unidades e superando pela primeira vez a Tesla no ranking mensal.
Com uma fatia de 1,2% do mercado europeu, a BYD vem conquistando os consumidores com modelos bem equipados e preços agressivos, reposicionando o jogo da eletrificação no continente.
No acumulado do ano, a Tesla ainda mantém uma liderança estreita com 1,5% de participação, contra 1,1% da BYD. Mas os números revelam um alerta: a americana caiu de 2,3% no ano passado, enquanto a chinesa saltou de 0,3% para mais que o triplo.
O problema para a Tesla vai além da concorrência acirrada. A imagem de Elon Musk tem sido cada vez mais malvista por parte do público europeu, e o lançamento da nova versão do Model Y — agora com um acabamento Performance mais caro — não foi suficiente para reacender o interesse.

Pelo contrário, o modelo teve recepção morna e pouco fez para conter o declínio.
O contraste com o mercado geral é gritante. As vendas de veículos eletrificados dispararam em julho: +39% nos BEVs, +14% nos híbridos convencionais e impressionantes +57% nos híbridos plug-in.
Em sete meses, os elétricos já somam mais de 1,37 milhão de unidades vendidas, enquanto gasolina e diesel seguem em queda acentuada.
No total, os modelos com algum tipo de eletrificação já representam 59% das novas matrículas na Europa — um recorde histórico. Em paralelo, as vendas de carros a gasolina recuaram 21%, e os a diesel despencaram 26%.
O que se vê é um mercado em plena transição energética, com consumidores europeus cada vez mais dispostos a abandonar os combustíveis fósseis.
Mas, ao contrário do que se esperava, a Tesla não está colhendo os frutos dessa mudança. Em vez disso, vê sua liderança evaporar em meio a uma nova onda de concorrentes — mais baratos, mais acessíveis e, para muitos europeus, menos polêmicos.
A pergunta que fica: será que a Tesla ainda tem tempo e fôlego para reagir? Com quatro meses até o fim do ano, a missão parece difícil — e o jogo, cada vez mais, parece estar sendo jogado com regras que favorecem os novos players do Oriente.
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