
A Tesla acaba de lançar na China a versão mais eficiente de sua história para o Model Y, com autonomia impressionante de 821 km — ao menos de acordo com o ciclo local CLTC.
O número chama atenção, mesmo considerando que esse padrão costuma ser mais otimista que os utilizados na Europa e nos Estados Unidos.
O novo modelo é uma versão de tração traseira (RWD), com cinco lugares e foco em autonomia estendida.
A chave para esse alcance recorde está no novo pacote de baterias fornecido pela sul-coreana LG Energy Solution: um conjunto de íons de lítio ternário de 78,4 kWh, o mesmo utilizado na versão recente do Model 3 com 830 km de alcance, também exclusiva da China.
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O novo Model Y tem preço inicial de 288.500 yuan, o equivalente a pouco mais de US$ 40.500 (cerca de R$ 205 mil na conversão direta).

Apesar da autonomia destacável, o valor ainda é considerado elevado frente a rivais locais, como o Xpeng G6, que entrega até 755 km de alcance CLTC por 234.900 yuan (aproximadamente US$ 32.900).
A cada 10 mil yuan de diferença no preço, o impacto na demanda pode ser significativo no mercado chinês, que é extremamente sensível a custo-benefício.
A chegada dessa nova variante ocorre num momento delicado para a Tesla no maior mercado de elétricos do mundo.
Em outubro de 2025, a marca registrou seu pior desempenho mensal na China desde novembro de 2022, ficando fora da lista dos dez modelos elétricos mais vendidos no país.

Embora as vendas de EVs estejam em forte crescimento por lá, a Tesla vem perdendo terreno para fabricantes locais que oferecem preços mais competitivos e modelos cada vez mais avançados.
Apesar disso, os primeiros sinais da recepção ao novo Model Y são positivos.
Poucas horas após o lançamento, o prazo de entrega estimado passou de 2-4 semanas para 4-6 semanas, sinalizando uma demanda inicial aquecida nas lojas da marca.
Para analistas, a novidade deve trazer um alívio momentâneo nas vendas, mas não resolve o desafio estrutural da Tesla no país.
Especialistas apontam que versões mais acessíveis do Model Y — ainda não anunciadas — serão essenciais para reconquistar o consumidor chinês de forma consistente.
Enquanto isso, a empresa segue tentando equilibrar preço, alcance e competitividade num cenário onde rivais locais, como BYD e Nio, oferecem mais por menos.
Mesmo com a autonomia de 821 km sob o padrão chinês, a versão recém-lançada ainda não chega a empolgar os consumidores mais atentos ao custo por quilômetro rodado.
A Tesla poderá ganhar um fôlego com esse modelo, mas precisa agir rápido para não perder ainda mais participação em um mercado onde a inovação sozinha já não garante liderança.
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