
A ausência de seu carro mais vendido nas lojas está forçando a Toyota a rever toda sua estratégia para 2026 — e empurrar modelos que o público quase esqueceu.
Com a produção do novo RAV4 afetada em fábricas nos EUA, Canadá e Japão, a montadora orientou concessionárias a focar em outras opções do portfólio.
Durante um encontro da Associação Nacional de Concessionários em Las Vegas, executivos da marca pediram aos lojistas “criatividade” para compensar o buraco nas vendas.
David Christ, vice-presidente do grupo Toyota na América do Norte, foi direto: quem quiser manter os números em alta vai precisar vender Crown, Crown Signia, modelos elétricos da linha BZ e o novo C-HR+.
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A missão é delicada, já que a Toyota e a Lexus operam há dois anos com os estoques mais enxutos do setor automotivo.

Por enquanto, a montadora conta com picapes em estoque para ajudar no volume, mas admite que os carros — especialmente híbridos e elétricos — serão o grande desafio de 2026.
A escassez está afetando até os preços: com unidades limitadas do novo RAV4, muitos revendedores passaram a aplicar ágios de até R$ 25 mil no modelo.
A prática gerou revolta entre consumidores e analistas, que criticam o comportamento ganancioso das concessionárias diante da alta demanda.
Apesar dos obstáculos, Toyota e Lexus encerraram 2025 com crescimento de vendas: 8,1% no caso da Toyota, com mais de 2,1 milhões de veículos, e 7,1% para a Lexus, que quebrou seu recorde anual.
A expectativa da empresa é manter esse ritmo em 2026, mesmo com previsão de retração no mercado e instabilidade nos preços devido a tarifas comerciais.

Christ destacou que a velocidade do mercado dependerá da forma como o setor lidará com aumentos de custo e possíveis novos tributos.
No fundo, a falta de RAV4 nas lojas pode se transformar em oportunidade de fazer o consumidor conhecer — e quem sabe comprar — outros modelos menos populares.
Mas para isso, a Toyota vai precisar frear o apetite dos seus próprios revendedores, que têm abusado da situação com preços surreais.
Se não controlar o jogo interno, a montadora corre o risco de afastar o público e perder vendas até para ela mesma.
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