
A queda abrupta do governo Maduro no último fim de semana acendeu alertas em grandes empresas com presença na Venezuela, levando multinacionais a agir com cautela diante do cenário incerto.
A Toyota, uma das poucas montadoras que ainda mantinham operações no país, determinou que seus funcionários trabalhem de forma remota, como medida preventiva diante das tensões políticas crescentes.
A orientação vale para toda a equipe local, embora a montadora japonesa não tenha divulgado o número exato de empregados no território venezuelano.
A decisão foi comunicada internamente após a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas e sua transferência para os Estados Unidos, onde enfrentará julgamento.
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Apesar do impacto político, a empresa afirma que suas atividades de vendas e produção seguem, por enquanto, inalteradas no país sul-americano.
A fábrica localizada em Cumaná, que já produziu modelos como o Corolla, vinha enfrentando uma longa fase de instabilidade, reflexo direto da crise econômica que afeta a Venezuela há anos.
Em 2020, durante a pandemia, a Toyota chegou a suspender temporariamente sua produção, que na época já estava reduzida a poucas centenas de unidades por ano.
Desde então, a operação permaneceu discreta, com foco em baixa escala e com produção fortemente impactada pela escassez de insumos e demanda interna enfraquecida.
A decisão de manter os funcionários em home office ocorre em meio a um clima de forte incerteza, após uma campanha de intimidação militar orquestrada pelos EUA culminar na queda do regime chavista.
A prisão de Maduro marca um ponto de virada nas relações geopolíticas da região, reacendendo temores sobre sanções, represálias e novas ondas de instabilidade.
Empresas internacionais monitoram a situação com atenção redobrada, diante do risco de interrupções logísticas, desabastecimento e mudanças regulatórias repentinas.
A Toyota, que historicamente manteve uma presença discreta no país, busca preservar a segurança de seus colaboradores e evitar exposição diante do vácuo de poder deixado pelo ex-presidente.
A expectativa é de que a situação política da Venezuela passe por uma fase de redefinição profunda, o que poderá impactar diretamente os negócios estrangeiros instalados ali.
Enquanto isso, o futuro das operações da montadora japonesa segue indefinido, condicionado aos próximos desdobramentos do novo cenário político.
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