
Quando a conta chega, ela não escolhe um só problema, e fevereiro mostrou como a indústria pode ser atingida ao mesmo tempo por mercado, logística e política.
A Toyota Motor Corp. registrou leve queda nas vendas globais em fevereiro, pressionada pela competição feroz do mercado chinês de EVs e pela demanda fraca no Japão.
As vendas mundiais do mês, incluindo Daihatsu Motor Co. e Hino Motors Ltd., recuaram 2,3% na comparação anual, para 806.905 unidades, segundo a empresa.
Na China, as marcas Toyota e Lexus caíram 13,9% em vendas, enquanto a produção local encolheu 11,5%, atribuída principalmente ao calendário do Ano Novo Lunar.
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O desempenho veio antes de qualquer impacto direto do conflito com o Irã, mas o setor já trata o cenário do Oriente Médio como o próximo grande teste.
Mesmo mantendo alguma estabilidade diante da desaceleração global na demanda por EVs e do custo de tarifas dos EUA sobre carros e peças, o risco agora é de ruptura logística.
Montadoras japonesas obtêm cerca de 70% do alumínio da região, e vêm reduzindo a produção à medida que as cadeias ficam mais imprevisíveis.
A Japan Automobile Manufacturers Association afirmou neste mês que o conflito já começa a afetar entregas e suprimentos em diferentes pontos da indústria.
Em 2025, fabricantes domésticas exportaram aproximadamente 800.000 automóveis ao Oriente Médio, um fluxo estimado em ¥2,5 trilhões (R$ 81,7 bilhões), segundo a entidade.
O mesmo relatório cita que esse volume equivale a US$ 15.6 bilhões (R$ 81,7 bilhões), reforçando o peso econômico do corredor na região.
Com o Estreito de Ormuz agora bloqueado, a alternativa de contornar a África pelo Cabo da Boa Esperança quase dobra o prazo e leva entregas a cerca de 100 dias, disse a JAMA.
Toyota e Nissan Motor Co. sinalizaram planos de reduzir a produção em março, enquanto a Honda Motor Co. buscaria compensar cortes elevando produção local nas praças afetadas.
A informação sobre o movimento da Honda foi reportada pela NHK, a emissora pública do Japão, citando Américas, Japão e Tailândia como pontos de ajuste.
Em outra frente, as joint ventures da Toyota na China preparam recall de mais de 560.000 SUVs por um defeito nos bancos da segunda fileira que pode elevar risco de colisão.
A Toyota e a Guangzhou Automobile Group Co. vão chamar 317.990 Highlander a partir de 1º de abril, e a parceria com a China FAW Group Co. vai convocar 242.170 Crown Kluger.
A empresa disse que isso faz parte de um recall global de cerca de 1,23 milhão de veículos, com impacto semelhante entre China e América do Norte.
Fevereiro também foi duro para rivais japonesas: a Honda caiu 6,6% no mundo para 249.414 unidades, a Nissan recuou 7,4%, e ambas tiveram quedas ainda mais fortes na China.
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