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Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

O Uno (com a sua versão 1.0 sendo posteriormente chamada de Uno Mille) chegou em 1984 ao mercado brasileiro.

Ele veio com a missão de ser a aposta da Fiat para suceder o aclamado Fiat 147.


Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

A missão era difícil, mas o pequeno ítalo-mineiro mostrou nos seus 30 anos de experiência que teve mais do que cacife o suficiente para suceder o 147.

Fiat Uno 1984 a 1990

A primeira geração do Uno foi apresentada em 1984 e trazia um modelo com linhas quadradas e modernas, bom espaço interno e várias opções de motores.

Inicialmente o modelo chegava com o motor 1.0 litro a gasolina, mas esse ainda não era o famoso Uno Mille, sobre o qual falaremos daqui a pouco.

Antes do Uno Mille, o Uno original tinha também motores 1.3 e 1.5 acompanhando o básico 1.0,  todas movidas a gasolina.

Dois anos após seu lançamento o Fiat Uno ganha um novo motor 1.6 litro (a qual trazia um ótimo desempenho se comparado aos motores menores) e assim como as demais versões, o 1.6 poderia a partir de então ser abastecido também com álcool.

Só no primeiro ano o modelo vendeu cerca de 12.899 unidades, e começava a mostrar que ele não tinha vindo para brincadeira.

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

O design geral era simples e coeso, com sua grande área envidraçada o Fiat Uno tinha um dos melhores aproveitamentos de espaço interno da categoria.

Na dianteira, grandes e quadrados faróis contavam com luzes de indicação de seta no formato retangular, que o acompanharam durante um bom tempo.

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013
Uno 45, versão vendida na Europa

No centro da grade o logo da Fiat com suas cinco linhas que ficavam inclinadas, como se tivessem em itálico.

Na traseira, lanternas quadradas com desenho simples e funcional, a placa ficava na tampa do porta malas assim como a maçaneta que dava acesso ao interior.

As laterais do modelo eram simples e elegantes, afinal de contas o projeto foi tocado na Itália pelo estúdio ItalDesign, um dos mais renomados estúdios automotivos do mundo.

Uno Mille 1990 a 1994

A primeira grande mudança do Fiat Uno veio no início dos anos 1990, e aqui chegamos ao Uno Mille.

Como o modelo já estava consolidado no mercado brasileiro e já havia constituído família – no caso a perua Elba e o sedan Prêmio – o Uno passou por mudanças mecânicas por conta de novas legislações que começaram a entrar em vigor.

O então presidente Fernando Collor e a ministra Zélia Cardoso de Mello colocaram em prática uma nova lei que reduzia os impostos para veículos com motores de 800 a 1000 centímetros cúbicos de deslocamento, ou 0.8 a 1.0.

E como a Fiat não queria perder essa novidade, ela apenas pegou o que já tinha em mãos, deu uma pequena atualizada e lançou no mercado o Uno Mille.

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

A novidade agora atendia pelo nome de Uno Mille, que usava um motor de 994 cm³, 48 cavalos e 7,4 kgfm de torque para atender as novas normas do governo.

Números tensos para quem sabe que mesmo 70 cavalos e 9 kgfm de torque não fazem milagre.

Esse motor do “novo” Uno Mille já era um velho conhecido do Fiat Uno, pois ele era uma adaptação do motor Fiasa 1.0 litro de 52 cavalos que equipava o saudoso 147.

A Fiat simplesmente reduziu o curso dos pistões do pequeno motor no Uno Mille e o deixou menor ainda, mas ainda assim relativamente econômico e valente.

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

Mesmo com pouca potência e torque muito singelo, o Uno Mille cumpria bem seu papel de carro de entrada da marca por aqui.

O desempenho era modesto, fazendo o 0a100 em 21 segundos e atingindo a máxima de 135 km/h, o Uno Mille focava mais no consumo do que na potência ou velocidade.

Por ser um modelo de entrada e ter um motor mais simples, isso acabou por se refletir no interior do Uno Mille que ficava mais espartano.

O quadro de instrumentos não tinha marcador de temperatura e o painel do Uno Mille nem mesmo tinha saídas de ar nas laterais.

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

Fora que outros itens que hoje damos como imprescindíveis, no Uno Mille de 1990 eles eram totalmente descartáveis.

Dentre eles podemos citar o retrovisor direito, bancos dianteiros reclináveis, lavador elétrico do para-brisas e outros itens que eram vendidos como opcionais, e assim poderiam baratear o custo e o valor final do modelo era extremamente atraente ao consumidor final.

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

Seus principais concorrentes só chegariam no final de 1991 e mesmo assim o Uno Mille ainda seguia firme e forte.

Também no final de 1991 o Uno Mille ganhava a versão Brio, que tinha um pequeno adesivo na coluna C e trazia como maior diferencial em relação ao modelo tradicional a inclusão do carburador duplo, o que acrescia na potência que agora chegava aos 54 cavalos.

Mas o Uno Mille Brio ficou pouco tempo em linha, pois em 1992 o Proconve colocava em vigor uma nova lei que obrigava todos os modelos fabricados por aqui a ter catalisador para diminuir as emissões de poluentes.

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

Com isso o Uno Mille ficou mais “ecofriendly”, mas em contrapartida perdeu potência novamente.

Agora o motor com catalisador passava a oferecer apenas 47 cavalos e torque de 7,1 kgfm.

As demais versões do Uno que usavam os motores 1.3 e 1.5 litro passaram a adotar injeção eletrônica para se adequar as novas normas de emissões também.

Como esse tipo de tecnologia encareceria a versão com motor 1.0, a solução foi adotar o carburador duplo com auxílio da ignição digital, surgindo o Uno Mille Electronic, nome que dava um ar chique a algo bem simples.

Com o auxílio dessas novas tecnologias o motor passou a oferecer 56 cavalos de potência e 8,1 kgfm de torque.

Uno Mille 1994 a 2004

Para 1994 a Fiat atualizava o design externo do Uno Mille, com direito a novos faróis que agora eram retangulares e frente aparentemente mais baixa e para choques pretos.

Uma carroceria com quatro portas também foi incluída na gama do Uno Mille e o ar condicionado entrava na lista de opcionais do modelo pela primeira vez. Imagine um carro com pouco mais de 50 cavalos e ar-condicionado.

Com o surgimento de carros mais modernos como o Chevrolet Corsa, a Fiat precisava fazer pequenas alterações no Uno Mille e deixa-lo atraente de novo.

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

Com isso em mente, ela apresenta a nova versão ELX para o Uno Mille, mais equipada, que trazia um painel novo, bancos novos e com novo revestimento, além de itens de conforto como vidros e travas elétricas que eram opcionais.

Para o ano seguinte a Fiat aposta no motor 1.0 litro com injeção eletrônica e adota uma nova nomenclatura para o modelo, o Uno Mille passa a se chamar apenas Mille e a versão Electronic passa a ser agora i.e – de injeção eletrônica – e a versão de luxo ELX agora se chamaria EP.

As mudanças no motor trouxeram mais potência para o pequeno ítalo-mineiro Uno Mille, agora o motor rendia 58 cavalos e 8,2 kgfm de torque.

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

O novo modelo ainda contava com rodas de liga leve – opcionais para toda a linha – bem como alarme e travamento por controle.

Como a Fiat apresentou o Palio em 1996, muito se especulava que o Mille deixaria de ser produzido, mas ao invés disso a marca o deixou em produção como modelo de entrada.

Em 1997 a marca retira de cena as versões EP e i.e e deixa apenas uma versão, o Uno Mille SX, que tinha por vez ser a versão de acesso ao Mille.

No mesmo ano o Proconve mais uma vez muda as legislações para emissões de poluentes e faz com que a Fiat tenha que se mexer também.

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

Agora o Uno Mille adota o catalizador e junto da injeção eletrônica o modelo perde potência, mas ganha em economia.

Pequenas alterações de estilo são feitas no modelo, fazendo com que ele chegasse até os anos 2000 e ganharia uma nova versão chamada Uno Mille Smart, que substituía as versões mais simples do modelo.

Já para a virada do milênio, o Uno Mille adota o motor Fire, que tinha 55 cavalos de potência e 8,5 kgfm de torque. Ainda hoje as versões com motor Fire são amplamente preferidas no mercado dos usados, em comparação com os modelos de anos anteriores, por sua economia e robustez.

O Uno Mille também ganhava uma leve atualização de estilo, com pequenos retoques para se manter em voga até 2004, quando o modelo ganharia sua mais profunda mudança.

Uno Mille 2004 a 2013

Para 2004 a Fiat prepara a maior mudança desde seu lançamento em 1984.

O Uno Mille, que já estava bastante consolidado e tinha vencido os pesares do tempo chegava aos 20 anos de produção com uma reformulação relativamente profunda.

O modelo recebe uma nova dianteira, com direito a faróis com superfície complexa e para choques na cor da carroceria. A grade dianteira também é atualizada e ela recebe o novo logo da Fiat, que agora era redondo e com fundo azul.

Na traseira, as lanternas do Uno Mille mantém o formato quadrado, mas agora tem um recorte novo e um desenho mais moderno.

A tampa do porta malas perde a placa que agora se aloja no para choque e fica mais simples e limpa, com somente o logo, o nome e a tranca de abertura do porta malas.

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

Além das mudanças externas, o veterano Uno Mille ganha um novo quadro de instrumentos, direção hidráulica e um novo desenho do painel.

A motorização mudaria em 2005, com a vinda do motor Fire Flex para o Uno Mille, que agora tinha 65 cavalos com gasolina e 66 cavalos com etanol e torque de 9,1/9,2 kgfm respectivamente.

Para o ano seguinte a marca promove uma pequena atualização de estilo na grade frontal, que era um pedido dos consumidores e o painel de instrumentos passava a contar com marcador de temperatura.

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

Posteriormente o Uno Mille ganha mais uma variante que agora atendia pelo nome de Way, uma versão com aspecto mais aventureiro, como era visto na linha Adventure do Fiat Palio.

Mas ao invés de ter grandes mudanças para a nova versão, o Mille Way ganhava reforços na suspensão que ficava levemente mais alta e ganhava moldura nas caixas de roda para reforçar ainda mais o espírito aventureiro.

Os pneus dessa versão também eram novos, agora eles tinham medida 175/70 de aro de 13 polegadas e os para lamas também ganhavam moldura para indicar que ali existia um modelo aventureiro.

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

Já para 2008 o Uno Mille ganha uma nova versão que tem como foco o consumo de combustível.

Assim era apresentado ao público o Mille Fire Economy, que vinha com pneus verdes – de baixa resistência ao rolamento – além de acertos na suspensão e um prolongamento na quinta marcha que deixaria o modelo ainda mais econômico.

No quesito de design, o Uno Mille Fire Economy vinha com um novo para choque onde a parte de cima que ficava junto dos faróis vinha em preto e a parte de baixo vinha na mesma cor da carroceria.

Além de novas rodas de liga leve – opcionais – ele continuava a ser o bom e velho Uno Mille.

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

No interior, o quadro de instrumentos ganhava um econômetro, que ajudava o motorista a dirigir de modo mais econômico.

Para o ano de 2010 a Fiat apresenta a segunda geração do Uno, com uma carroceria nova voltada no conceito de “round square” ou quadrado arredondado e nova plataforma que seria dividida com o Fiat Palio.

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

Mesmo com a nova geração em vigor, o veterano Uno Mille seguia firme como carro de entrada da marca 31 de dezembro de 2013, quando entrou em vigor uma nova legislação que obrigava todos os veículos novos a terem freios com ABS e Air Bags frontais.

Como o projeto do Uno Mille datava de 1984 não seria tão viável do ponto de vista econômico fazer uma alteração tão grande na estrutura, até porque a nova geração já estava à venda e trazia os itens obrigatórios por lei.

Fiat Grazie Mille

Depois de mais de 3,7 milhões de unidades vendidas desde sua estreia em 1984 o Uno Mille se despede do mercado nacional com a série especial limitada a 2000 unidades, chamada Grazie Mille.

O modelo vinha de fábrica com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros dianteiros elétricos, limpador no vidro traseiro e rádio com USB e Bluetooth.

O interior ainda contava com tapetes em carpete, forração escura no teto, rodas de liga, ponteira de escape cromada e faróis com máscara negra.

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

Opcionalmente, qualquer Mille podia ter esses equipamentos, mas a Fiat decidiu pela última vez e colocou todos como item de série.

A cor escolhida para dar adeus foi a Verde Saquarema, e ainda havia adesivos na traseira e na soleira das portas com logo alusivo da versão.

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

O quadro de instrumentos, assim como os tecidos nos bancos que traziam o nome da versão.

No centro do painel, uma plaqueta de plástico no formato icônico da botinha mais adorada do país indicava a numeração da série especial.

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013

O termo Grazie Mille significa muitíssimo obrigado, e esse é o sentimento que temos ao falar de um modelo que fez história na vida de tantos brasileiros país a fora.

Ficha Técnica

Uno Mille 1991

Motor:dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, 994,4 cm³, carburador de corpo simples; Diâmetro x curso: 76 x 54,8 mm; Taxa de compressão: 8,5:1; Potência: 48,5 cavalos a 5 700 rpm; Torque: 7,4 kgfm a 3 000 rpm
Câmbio:manual de 5 marchas, tração dianteira
Carroceria:hatch, 3 portas
Dimensões:comprimento, 364 cm; largura, 155 cm; altura, 144 cm; entre eixos, 236 cm; peso, 801 kg
Suspensão:Dianteira: independente, McPherson. Traseira: independente, feixe de molas semielípticas transversal
Freios:disco sólido na dianteira e tampo na traseira com servo
Rodas e pneus:aço, 13 x 4,5, pneus 145 SR 13 (Pirelli P4)

 

Uno Mille: a trajetória do modelo de motor 1.0 que durou até 2013
Nota média 5 de 2 votos

  • Eng Turbo

    No inicio doas anos 2000 eu tive um Uno, com motor FIASA convertido a GNV!! Dependendo da ladeira ele simplesmente não subia! Peguei o carro em um negocio da época, porém era praticamente impossível utiliza-lo no dia a dia. Sempre que se deparava com uma subida ingrime, tinha que virar a chave pra gasolina kkkk
    Foi o meu 1º e ultimo Uno. Acabamento extramente simplório, ruídos internos, isolamento acústico era nulo, motor fraco (Mesmo na gasolina, esqueça o GNV), seguro caro (Na época era um dos carros mais roubados)

    • Rbs

      Esse precisava de um turbo! rsrsrs

      • Eng Turbo

        Indiretamente vc acertou, depois desse carro, só tive carros turbo ;)
        Inicialmente eram modelos modificados, depois disso passei para modelos Turbo originais de fabrica. Não me vejo mais com carro aspirado, ja faz quase 20 anos que sempre ando de turbo ;)

    • leandro

      Você deu azar no carrinho. Se durou tanto tempo e vendendo bem é pq tinha seus predicados…

    • Janduir

      Provavelmente a instalação do gnv estava errada. Se era carburado, tem o local correto pra entrar o gnv. Infelizmente instalações meia boca queima o filme do gnv no Brasil. Já tive Corsa 1.0 VHC-E com kit 5 geração e bem instalado. Perdia 15% da potência e fazia facilmente 170km com 10 metros de gnv na cidade…

      • Eng Turbo

        Não me recordo da geração do kit GNV na época, porém sei que ta tinha variador de avanço. O cilindro era de 15 m² e a autonomia era em torno de 150 km

        • Janduir

          Provável que o kit fosse de 1 geração. Eu tive uma Caravan Diplomata 1986 4cc completa com kit 1 geração, mas bem instalado. Um amigo também tinha um Comodoro mesmo motor mas uma instalação porca. O meu perdia tipo 25% no gnv. O dele se arrastava, acredito que perdia mais de 50%. E ele teve problemas com cabeçote com o passar do tempo, coisa que rodei 100.000 km com a minha em 4 anos e nunca tive nenhum problema…

          • Eng Turbo

            Andei em uma Ranger (Antiga) 6 cilindros com GNV de 5º geração. Realmente a perda é quase imperceptível, ficou muito bom.

            • Janduir

              Quando bem instaladinho, 5 geração perde entre 10 e 15%. A pipa é que 90% das instaladoras são meia boca…

            • cepereira2006

              Essas Rangers antigas tinham o tamanho ideal, para mim. Andar dentro de cidade com uma delas não era um problema. Pena que os carros a cada geração vão crescendo, crescendo…

  • Anderson Moraes

    simplesmente um LIXO de carro… e viva o desGoverno brasileiro que ainda dava incentivos pra que essas porcarias fossem vendidas no país.

    • th!nk.t4nk

      Nos anos 80 o Uno era um excelente carrinho urbano na verdade, bem à frente do seu tempo. O problema, como sempre, foi o abandono do modelo no mercado.

    • Incitatus

      Conta aí anderson se o uno era o lixo, quais eram os bons da época? É que sou desinformado e desmemoriado. Me ajuda aí.

      • Anderson Moraes

        Não tinha melhor, meu querido!! Era tudo lixo igual !!!!!! É disso que estou falando: enquanto nos EUA na mesma época fabricavam Mavericks, Mustangs, etc, aqui no HUEBr existiam essas porcarias aí

  • Jaderson

    Aprendi a dirigir num Uno Fire dos anos 90. Boas lembranças de colocar 5 conto de combustível e durar o fim de semana todo.

  • vote japa

    era mais barato ,carroça

  • T1000

    Rapaz, o ELX foi a melhor versão que existiu; bancos em veludo, relógio digital, vidros e travas, ar condicionado.
    A versão sem ar condicionado andava muito.
    Dentre as versões 1.0, a que mais andava era a fire flex.
    Mas era bateu morreu, lataria mais fina que nunca vi na minha vida.

    • MauroRF

      E outro perigo de segurança em caso de colisão frontal: o estepe na frente. Já vi caso de gente que morreu porque o estepe entrou com tudo na cabine em pancadas frontais mais fortes.

      • Incitatus

        Quando o uno foi lançado havia algum carro seguro?

        • MauroRF

          Não, nenhum, na verdade, escrevi levando em conta os padrões atuais de segurança. Quando eu era pequeno, nós tivemos uma Elba CSL 1989 tirada zero completona, meu pai ficou com ela três anos, viajamos à beça e nunca deu uma dor de cabeça. Era 1.5 a gasolina, tinha tudo, até o check control no painel. Tivemos também um Prêmio CS 87 1300 a álcool, zero de dor de cabeça também em dois anos de uso. Os Fiats que tivemos (não sei se foi sorte ou não, rsrs) nunca nos deram dor de cabeça, inclusive o Uno 1984/1985 S 1300 que meu pai tirou logo que foi lançado. Quando eu era adolescente, tinha vontade de ter o Uno 1.6R e depois o Turbo.

    • MauroRF

      Eu adorava os bancos do ELX e o acabamento no geral dele. Meu pai teve um azul escuro completo, tinha até ar-condicionado. Mas era ligar o ar e “pedalar” o carro, rs.

      • Incitatus

        Até onde eu lembro no começo apenas o 1.5 argentino e depois o 1.6 tinha ar, e andava muito bem.

        • MauroRF

          Então, o ELX era só 1.0, mas ele era baseado no Uno CS da época, que era 1.5. O CS tinha o mesmíssimo acabamento, mas era 1.5. O ELX foi lançado para concorrer com o Corsa, que tinha acabamento bom e era moderno. Os bancos do ELX, na minha opinião, eram melhores que os do EP lançado depois (no final de 1995, como modelo 96).

    • Hodney Fortuna

      Digo que foi o EP que tinha os mesmos opcionais do ELX e vinha com injeção, controle remoto, radio toca fitas e aros de liga leve como opcionais do Grupo III.

  • Marcus Vinicius

    Apesar de ser um carro de baixo custo tem boa construção

    • Marcus Fumagalli

      nasceu e morreu pé de boi

      • Douglas Biângulo

        E tinha suspensão dianteira e traseira independente.

  • Louis

    Em cidades do interior, todo mundo gosta deste carro. Tem altíssima liquidez.

    • Robinho

      sim, tive um, era pé de boi, mas eita carrinho resistente!

      • Unknown

        Exato! Foi meu primeiro veículo um Mille 1.0 Eletronic 4 portas 1993, segundo dono. Andava bem por ser 1.0 e era pau para toda obra. Os 5 anos, mais ou menos, que fiquei com ele, nunca me deu maiores dores de cabeça. Não fiz manutenção na suspensão nenhuma vez, neste intervalo.

  • alemigav

    Esse aí com 10 mil reais dá pra montar um em casa. Carroça completa.
    E tem gente que critica certas políticas automotivas que entraram em vigência que simplesmente impediram troços como esse de serem vendidos.

  • Ipanema

    Eu li a matéria e ficou faltando alguns pontos não esclarecidos no Noticias Automotivas:….

    Mille EX: Esta versão chegou em 1998, a principio convivendo com a versão SX. O Mille EX se destacava com aspecto simplório, remetendo as primeiras edições do Mille de 1990. Trazia rodas de aço aro 13 sem a adoção das calotas. Tinha um interior mais sóbrio, perdendo alguns itens como o indicador de nível de temperatura da água que ficava alojado no quadro de instrumentos. Em seu lugar entrava um aviso que indicava o uso do cinto de segurança. Com o fim do Mille SX, o EX recebia os mesmo opcionais da versão, tendo como novidade o apoio de cabeça no banco traseiro que recebeu na linha 1999. O Mille EX durou no inicio do ano 2000, entrando em seu lugar o Mille Smart que inaugurou o sistema de venda on-line da Fiat.

    Mille SX Young: Esta série especial foi lançada em 1998 possuindo de alguns diferenciais em relação a versão SX. Trazia para-choques em tom cinza, retrovisores externos pintados na cor do carro, faixas adesivas com o logo Young nas laterais e emblema Mille. quadro de instrumentos com fundo branco e revestimento dos bancos e painel de portas em tecido exclusivo. O Miile SX Young foi ofertado apenas na carroceria 2 portas, tendo um valor similar do Mille EX 4 portas na época. Oferecia de série o limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, espelhos retrovisores externos com controle interno, relógio digital, preparação para receber som com alto-falantes e antena. O Mille SX Young durou no mercado em meados de 1999.

    Mille Way Xingu Série especial que inspirou no filme brasileiro em 2013, possuía de faixas adesivas laterais e traseira, alem de contar com calotas de desenho exclusivo e bancos revestidos parcialmente em veludo. O Mille Xingu contava ainda com uma lista de equipamentos mais completa com direito a direção hidráulica, travas e vidros dianteiros elétricos, apoio de cabeça no banco traseiro, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, retrovisores externos com controle interno, preparação para receber som com alto-falantes e antena. Opcionalmente podia ser equipado com ar-condicionado, desembaçador com ar quente e radio cd player com entrada USB e Bluetooth. A série durou até o termino da produção do Mille no Brasil em 2013.

    • MauroRF

      Outra coisa que falaram foi que a versão 1.6 chegou dois anos depois do seu lançamento, o que não é verdade, chegou no final de 1989 na linha 1990 apenas. E já tinha versão a álcool logo no início, pois meu pai tirou um Uno S 1300 a álcool no final de 1984.

      • Ipanema

        Bem lembrado Mauro, um erro que o Notícias Automotivas aplicou. O motor 1.6 chegou no mercado no final de 1989, chegando primeiro para a linha Premio e Elba cuja versão era a top CSL. Um ano depois viria equipar o Uno na versão 1.6R e Pick Up Fiorino LX, já apresentando a linha 1991 de toda família.

  • HugoCT

    Mito. Um carro a frente do seu tempo, comparado ao gol, o Uno na década de 80 era muito mais espaçoso, design anos luz mais bonito, ergonomia bem melhor, padrão de montagem supeior – o do gol dava dó.

    • Robinho

      lembro do volante do gol e da console central que era fora de centro…kkkkk, realmente era horrivel.

  • Marcelo Nascimento

    Eu e uns amigos saíamos nas férias de Petrópolis (RJ) para Rinópolis, no interior de SP, 1100km, sempre de Gol 1.8. Um cara de lá apareceu em Petrópolis num Mille Eletronic recém comprado. Chegou, entregou a chave e disse que não queria dirigir o troço até o dia de ir embora! Dirigi bastante na cidade (cheia de ladeiras) e realmente dava raiva! Ele voltou e vendeu o carro rs

    • th!nk.t4nk

      Motor fraco? Pois o Gol 1000 na época era mais fraco ainda. O Corsa Wind 1.0 entao, era até perigoso, pois certas ladeiras nem sequer subia. Pra pegar estrada e subidas os 1.0 todos dessa época eram um lixo (e por ironia do destino o Mille era o “menos pior” nesse aspecto, por incrível que pareça).

      • Paulo Júnior

        Se eu não me engano, o motor do Corsa Wind era 50cv na época do lançamento e era um carro mais pesado que o Uno, mas o Classic com o 1.0 VHCE ficou um “foguetinho” e o Ford Fiesta Rocam 1.0 tinha a fama de ser tão fraco quanto um Corsa Wind de 95.

        • MauroRF

          O problema dos primeiros Corsas Wind era o câmbio longo. Se você pegar o Super 96 com a transmissão mais curta (e aí o MPFI já tinha 61 cv), ele era muito mais esperto que o Wind. O Fiesta Rocam 1.0 é bem fraco mesmo, mas o Fiesta antigo (depois rebatizado Street) com o Rocam 1.0 era um foguetinho também, em sua época. O Ka com o Rocam era outro que andava bem por ser 1.0. Esse motor Rocam tinha 65 cv.

        • th!nk.t4nk

          Isso, me refiro ao Wind 1995 mesmo. Foi exatamente esse modelo que passou lá em casa hehe. Lembro que em ladeira, se nao tivesse bem embalado, ele parava no meio. O Fiesta Endura é outro que dava medo (além do motor ter barulho de Fusca, com comando de válvulas no bloco). Tudo isso deixou o povo com muito medo dos motores 1.0 (e se bem me lembro, a propaganda de lançamento do Motor RoCam fazia ênfase justamente a ele conseguir subir ladeiras haha).

      • Incitatus

        O Gol mil era motor ford da autolatrina. A vw não tinha motor 1.0.

  • EU

    Meu primeiro carro zero km foi um Mille EP 96/96, 2 portas, verde turmalina.
    Acabamento dos bancos em veludo, vidros/travas com comando elétrico, alarme, ar-condicionado… não tinha som, mas botei um.
    Muito espaçoso. Só o motor que era fraco (para subir ladeiras, tinha que desligar o ar-condicionado, ou passava vergonha).
    O pós-venda era um LIXO. Acabou a garantia, fugi das concessionárias.
    Mas era um carro muito econômico para a época.
    Me serviu MUITO BEM por 4 anos. Senti saudade dele agora.

  • MauroRF

    O Mille, no início, tinha até o encosto de cabeça dos bancos dianteiros como opcional.

  • Ailton Junior

    Apesar dos contras, só tenho boas lembranças deste carro que passou pela família. Tivemos versões Fire, e sempre achei esse motor 1.0 bastante competente.

  • Vasco Ribeiro

    Não é simplesmente incrível a pessoa comprar um modelo de entrada, feito para ser básico, que você sabe que não é potente, e depois ficar chorando que é fraco, não sobe ladeira, não tem potência, acabamento muito simples e blablabla? Coça o bolso e pega logo um modelo mais caro e potente, e pára de drama desnecessário, essa é a solução para não “sofrer” com o 1.0. Eu tenho um Smart há 5 anos me servindo bem no dia dia do trânsito urbano, rodando bem com pouco combústivel e sendo econômico em muito mais do que isso, mas também como um carro que não quebra, que tem peças baratas, que mal gasta pneus, não me dá dor de cabeça alguma. Mas, sendo usado da maneira que deve, sem querer voar, sem querer ser o ultrapassador das avenidas, levando-o ao ambiente de uso que é seu objetivo projetado.

  • Lembro que tinha uma galera que “atualizava” o uno antigo colocando faróis e grades novas e também aquela barra metálica que vai embaixo deles.

  • O que dá saudades é dessa época quando o Uno surgiu. Da simplicidade das coisas. Como a gente era menos exigente, menos reclamão… Enfim, tudo era mais descomplicado. Do carro em si, claro que não deixa tantas saudades, tendo em vista que de lá para cá tudo evoluiu muito (e junto com isso, o preço).

  • Miguel

    Grazzie Mille! caiu um cisco aqui no meu olho…
    Marcou a minha infância nos anos 90.

  • Hodney Fortuna

    Uma das maiores piadas que vi um tempo atrás era um Mille Grazie sendo usado para serviços externos. O mesmo carregava a maldita escada no teto!

    E quanto ao carrinho foi o meu primeiro Fiat, um Mille EP ano 95 4 portas Grupo II!

  • paulo sergio

    O carro mais duro que eu ja andei na vida kkkkkkk

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