
Comprar um carro usado já é uma aposta arriscada por si só. Agora, imagine descobrir que o carro tem 160.000 quilômetros a mais do que mostra no painel?
Pois foi exatamente esse tipo de golpe que Simon Nwaru, dono da S. Automotive Ltd em Whitehall, Ohio, aplicou em vários clientes — até que a Justiça bateu à sua porta.
De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, entre novembro de 2020 e maio de 2022, Nwaru “deliberadamente desconectou, resetou e adulterou os hodômetros de diversos veículos, alterando suas quilometragens de alta para baixa antes de vendê-los”.
Só em oito carros identificados, ele teria reduzido a leitura entre 80 mil e 100 mil milhas em cada um — somando uma impressionante manipulação de até 800 mil milhas (1,29 milhão de km).
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Indiciado recentemente por um grande júri, Nwaru pode pegar até três anos de prisão federal.

Além disso, a fraude de hodômetro custa mais de US$ 1 bilhão por ano aos consumidores norte-americanos, segundo a NHTSA (Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário dos EUA).
Mas o histórico do sujeito já era, digamos, “duvidoso”.
Anos atrás, ele e sua loja já tinham sido processados pelo Estado de Ohio por práticas comerciais desonestas, como falsificar informações de quilometragem nos documentos de venda e esconder dos compradores que os veículos eram recuperados de salvados — uma informação obrigatória por lei.
Em um dos casos citados, um cliente pagou US$ 4.295 por um Acura MDX 2002 que supostamente tinha 132 mil milhas (cerca de 212 mil km).
Na realidade, o carro já tinha rodado mais de 270 mil quilômetros — um baita golpe para o consumidor que achava ter feito um bom negócio.
Entre títulos fraudulentos, documentos mal preenchidos e quilometragens inventadas, Simon Nwaru se tornou o exemplo perfeito de como um “carro usado de procedência duvidosa” pode virar dor de cabeça — e, no caso dele, até caso de cadeia.
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