
Depois de um ano morno para seus veículos elétricos, a Volkswagen aposta alto em 2026 com uma nova leva de modelos acessíveis, incluindo o compacto ID. Polo.
A marca alemã manteve praticamente estável suas entregas globais de EVs em 2025, somando cerca de 382 mil unidades.
O desempenho fraco na China compensou o crescimento sólido na Europa, o que acendeu o sinal de alerta na matriz em Wolfsburg.
Para virar o jogo, a VW confirmou que lançará mais de dez modelos elétricos no mercado chinês apenas este ano.
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A estratégia inclui uma parceria com a startup local Xpeng, que ajudará a atualizar a linha elétrica da montadora na maior praça automotiva do mundo.

O ID. Polo, cotado a cerca de €25 mil (R$ 155 mil), é a principal aposta da marca para competir no segmento de elétricos compactos.
A chegada desses modelos será fundamental para tentar frear a ascensão das marcas chinesas na Europa, que vêm oferecendo EVs com preços agressivos.
Um exemplo é o BYD Dolphin Surf, vendido na Alemanha por cerca de €23 mil e com boa aceitação entre consumidores urbanos.
Além disso, a Volkswagen enfrenta a ameaça de tarifas nos Estados Unidos e a desaceleração de vendas em mercados estratégicos.
Enquanto isso, rivais europeus avançam rapidamente com alternativas ainda mais baratas e atraentes para o consumidor médio.

A Stellantis, por meio da Citroën, lançou o ë-C3 com preço inicial de €14.990 na França, dentro de um plano de leasing social subsidiado.
A Renault, por sua vez, apresentou uma nova versão elétrica do clássico Twingo, prometida para o verão europeu por menos de €20 mil.
Esses movimentos expõem a urgência da VW em acelerar sua ofensiva no segmento de elétricos de entrada.
Martin Sander, membro do conselho da marca responsável por vendas e marketing, reforçou que 2026 será um ano crucial para o reposicionamento da empresa.
O desafio não será apenas lançar carros mais baratos, mas garantir escala e competitividade frente à agressividade dos chineses.

Com margens comprimidas e alta concorrência, o setor de elétricos vive uma nova fase — e a VW precisa se adaptar ou perder relevância.
A marca ainda domina em volume na Europa, mas seu atraso na eletrificação acessível já custou participação de mercado.
Agora, com novos modelos programados e alianças estratégicas em curso, a Volkswagen tenta recuperar o terreno perdido em uma corrida que está longe de acabar.
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