
Em meio à crescente eletrificação da indústria automotiva, a Volkswagen decidiu remar contra a maré — pelo menos por enquanto.
A montadora alemã confirmou que os modelos Golf GTI e Golf R continuarão oferecendo motores a combustão nas próximas gerações.
A afirmação veio de Sebastian Willmann, chefe de desenvolvimento de chassi e dinâmica veicular da VW, que foi categórico ao dizer que os atuais motores a gasolina desses modelos não serão os últimos.
A declaração é um alívio para os fãs dos hot hatches clássicos da marca, especialmente diante da proliferação dos modelos elétricos da linha ID.
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Enquanto o ID. Polo GTI (ex-ID.2) está prestes a estrear como o primeiro GTI elétrico, a dupla GTI e R a combustão seguirá firme com o consagrado motor 2.0 turbo da família EA888.

Esse propulsor, utilizado desde 2008 em versões cada vez mais potentes, será atualizado para atender aos rigorosos padrões de emissões Euro 7, que entram em vigor ainda este ano.
Willmann não revelou os detalhes técnicos das mudanças, mas assegurou que a Volkswagen está preparada para manter o desempenho esportivo dentro das novas regras ambientais.
Atualmente, o Golf GTI entrega 241 cv e 38 kgfm de torque com câmbio DSG de 7 marchas e tração dianteira.
Já o Golf R, mais potente e com tração integral, pode ultrapassar os 328 cv em suas versões mais recentes.
Segundo o executivo, ainda há margem para melhorar a potência do Golf R, mas uma escalada até os 400 cv dos rivais Mercedes-AMG A45 e Audi RS3 não faz parte dos planos — ao menos por enquanto.

A marca pretende manter uma identidade mais equilibrada entre desempenho, usabilidade e custo-benefício, sem mergulhar de cabeça na guerra dos super hatchbacks premium.
O cenário futuro da VW, no entanto, caminha para uma certa complexidade.
Com modelos da linha ID elétricos convivendo com versões a combustão — e ambas recebendo variantes esportivas —, a variedade de opções pode confundir o consumidor.
Por outro lado, para os apaixonados por performance, esse leque mais amplo representa boas notícias: será possível escolher entre esportivos a gasolina com pegada clássica ou elétricos com torque instantâneo.
O ID. Polo GTI, por exemplo, vai estrear com motor dianteiro de 223 cv e promessa de comportamento dinâmico afinado.
Apesar da potência semelhante à do GTI a gasolina, o peso do novo elétrico será significativamente maior, possivelmente ultrapassando os 1.800 kg — quatro vezes mais que o Golf GTI original, que pesava menos de uma tonelada.
Ainda assim, a VW garante que o modelo será fiel ao espírito do GTI, com respostas ágeis de direção, suspensão e aceleração.
Enquanto isso, o GTI tradicional, com seus cerca de 1.450 kg, continua a ser a escolha dos puristas.
A decisão da Volkswagen de manter a combustão viva em seus ícones esportivos parece estratégica.
Com uma base fiel de entusiastas e ainda alta demanda por hatches esportivos a gasolina, especialmente nos EUA e Europa, abandonar o formato agora poderia significar perder parte importante do seu público.
E, com a tecnologia EA888 evoluindo para se manter atualizada, os dias do GTI a combustão ainda estão longe de acabar.
Para os fãs, é o melhor dos mundos: eletrificação onde faz sentido, mas sem abrir mão do prazer de dirigir que consagrou o nome GTI.
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